Eleições: candidatos favoritos nas capitais estão mais à esquerda ou ao centro que os atuais prefeitos
Onda de direita que ganhou força na eleição municipal de 2016 não terá o mesmo desempenho este ano, de acordo com dados do Datafolha. Belém, Porto Alegre e Vitória são alguns exemplos
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247 - A onda de direita que cresceu na eleição municipal de 2016 e culminou na chegada de Jair Bolsonaro ao poder em 2018 não deverá ser repetir no pleito deste ano. Segundo o GPS, ferramenta criada pela Folha de S. Paulo para analisar o viés ideológico dos candidatos por meio do Twitter, os candidatos mais bem posicionados nas capitais estão mais próximos da esquerda e do chamado centro político do que os atuais gestores municipais.
Nesta linha, os 11 postulantes que encabeçam os primeiros e segundo lugares nas pesquisas de intenção de voto nas capitais estão posicionados mais à esquerda dos que os atuais prefeitos. Os candidatos posicionados mais à direita que os gestores atuais estão concentrados em seis capitais.
Segundo a reportagem, os candidatos favoritos mais à esquerda estão, em média, 16 pontos distantes do posicionamento dos atuais prefeitos. Na direita, esta distância é de apenas sete pontos.
Manuela D'ávila (PCdoB), primeira colocada nas pesquisas pela disputa da Prefeitura de Porto Alegre, registra 38 pontos mais à esquerda do que o prefeito atual, Nelson Marchezan Jr (PSDB).
Em Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL) tem um perfil de seguidores 34 pontos mais à esquerda que os do atual prefeito, o tucano Zenaldo Coutinho (PSDB).
Em Vitória, João Coser (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto, também aparece muito à esquerda do atual prefeito, Luciano Rezende (Cidadania).
Se considerado o segundo turno, são 16 cidades que podem ter um prefeito eleito mais à esquerda.
Entre os postulantes mais à direita, a maior diferença está em Cuiabá, onde Abilio (Podemos) é apontado como 12 pontos.
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