Eleições 2020 têm mais de 2 mil candidatos listados como “pastor”, “padre” e “bispo”
Há uma profusão de candidatos e candidatas às Prefeituras e Câmara de Vereadores que se apresentam com nomes que incorporam títulos como pastor, pastora, padre, bispo ou bispa, apóstolo ou apóstola, entre outros
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247 - Nas eleições municipais deste ano, 2.093 candidatos decidiram usar funções religiosas em seus nomes de urna. Um levantamento realizado pelo site Metrópoles constatou, a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um número inédito de candidatos associados às palavras pastor, padre, bispo, reverendo, apóstolo, pai e mãe de santo. Pastores (1.012) e padres (1.007) são a maioria entre os que se candidataram em 2020.
Nas eleições deste ano, apesar de o crime de abuso de poder religioso ainda não estar vigente, igrejas e religiosos não estarão livres de responder por eventuais excessos cometidos no âmbito político e econômico.
Em ação que julgou a cassação da vereadora Pastora Valdirene Tavares, de Luziânia, entorno do Distrito Federal, o TSE sustou a decisão do TRE que havia retirado o mandato da pastora. Os ministros da corte, entretanto, decidiram analisar a tese de abuso de poder religioso para aplicação em outros casos, sem fixar jurisprudência sobre o assunto.
Durante o julgamento, que durou três sessões, o relator da matéria, Edson Fachin, entendeu que é necessário impor limites às “atividades eclesiásticas” para proteger a liberdade do voto e a legitimidade do processo eleitoral. A tese, entretanto, não foi aprovada pelos outros membros da corte. Em resumo, os magistrados entenderam que não se pode limitar a atuação de candidatos que se apresentam como religiosos.
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