Eduardo Bolsonaro quer punir Kim Kataguiri, mas defende Adrilles

"Adrilles não incentivou nazismo ou defendeu a criação de um partido nazista", escreveu Eduardo Bolsonaro em suas redes sociais



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Metrópoles - A demissão do comentarista Adrilles Jorge da Jovem Pan gerou uma divisão no campo da direita nas redes sociais. O comunicador foi demitido após ter feito um gesto que supostamente remete à saudação nazista a Adolf Hitler.

Enquanto parte da militância bolsonarista critica Adrilles por ele ter levantado o braço direito com a palma da mão estendida ao fim do programa Opinião, na Jovem Pan News, na última terça-feira (8/2), outra fatia do grupo comprou a versão do comentarista, de que ele estava apenas dando um tchau. Entre os integrantes desse segundo grupo estão autoridades do governo federal, parlamentares da base aliada e ao menos um filho do presidente Jair Bolsonaro (PL).

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No episódio, Adrilles comentava a demissão de Bruno Aiub, o Monark, do Flow Podcast, após o youtuber ter defendido a existência de um partido nazista no Brasil. Depois de ser demitido, nesta quarta (9/2), Adrilles classificou o gesto como um “tchau” que foi “deturpado por canceladores” e argumentou que costuma se despedir de maneira parecida do quadro. No vídeo do momento do encerramento do programa, porém, é possível perceber que o gesto constrange o âncora da atração, William Travassos, que diz, antes do corte final do sinal: “Surreal, Adrilles”.

Apoio de dentro do governo

A defesa aberta a Adrilles entre membros do governo começou com o secretário Nacional de Fomento à Cultura, André Porciuncula, que escreveu no Twitter: “Não sou próximo do Adrilles (…). Contudo, não deixa de ser assustador que consigam vinculá-lo a apologia ao nazismo, em um vídeo em que ele está falando clara e abertamente contra essa abominação”, escreveu ele. “Precisamos acabar com a banalização do termo nazista”, completou Porciuncula, que ganhou apoio de seu chefe, o secretário especial de Cultura, Mário Frias, que retuitou a postagem e comentou: “É preocupante que um vídeo em que a pessoa fala, de forma explicita, ser contra o nazismo seja usado para imputar a essa pessoa o crime de ser nazista.”

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A postagem de Frias foi retuitada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (União Brasil-SP) a seus 2,2 milhões de seguidores na rede, indicando apoio do parlamentar a essa versão.

Leia a reportagem complena no Metrópoles.

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