'É um erro absurdo manter o calendário do Enem', afirma presidente do Todos Pela Educação
De acordo com a presidente-executiva da organização Todos Pela Educação, Priscila Cruz, se o exame não for adiado, as provas deste ano entrarão para a história como o "Enem da morte"
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247 - A presidente-executiva da organização Todos Pela Educação, Priscila Cruz, afirmou ser um "desprezo" com os alunos mais pobres a manutenção do atual calendário do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com a dirigente, se o exame não for adiado, as provas deste ano entrarão para a história como o "Enem da morte".
"A morte da chance, da oportunidade, de um projeto de acesso ao ensino superior que está sendo destruído", diz. "É um erro absurdo o Ministério da Educação manter esse calendário do Enem", avalia Priscila, que é mestre em Administração Pública pela Universidade de Harvard. A entrevista foi publicada no jornal O Estado de S.Paulo.
Para justificar a manutenção do calendário do exame, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse, em abril, que a prova ficou mais difícil "para todo mundo". "Eles dizem: as pessoas não estão podendo se preparar. Mas está difícil para todo mundo. É uma competição. A gente vai selecionar as pessoas mais preparadas para serem os médicos daqui dez anos, os enfermeiros, os engenheiros, os contadores", afirmou o ministro na época.
Priscila classifica essa declaração do titular da Educação como "absurda". "Ele não entende nada do que é o Enem (...) Essa é uma declaração que revela muito sobre os valores do ministro da Educação que não têm nada a ver com os valores de um homem público em um cargo importantíssimo da República, que deveria estar trabalhando para garantir um futuro melhor para o Brasil", complementa.
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