'É ingênuo achar que o voto impresso vai calar algum discurso de fraude', diz secretária-geral do TSE

Aline Osório, advogada e secretária-geral da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), garante que fraude nas urnas eletrônicas é "impraticável" e rebate alegações de Bolsonaro

Aline Osório
Aline Osório (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


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247- A advogada e secretária-geral da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Aline Osório, em entrevista a Malu Gaspar, do jornal O Globo, afirmou que, apesar da segurança incontestável das urnas eletrônicas, a eventual implementação do voto impresso no Brasil também não será capaz de cessar discursos sobre fraudes eleitorais.

“É ingênuo achar que a implantação do voto impresso vai calar algum discurso de fraude. Quantos candidatos derrotados vão pedir recontagem e vão querer questionar o resultado na Justiça? As eleições ao final vão ser decididas por juízes, não pelos cidadãos. A política vai se tornar uma grande guerra de liminares e não de propostas, ou de disputa legítima de candidatos”, declarou.

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Aline garante ser "impraticável" fraude nas urnas eletrônicas. Ela também rebateu as alegações de Jair Bolsonaro, que sustenta ter vencido a eleição de 2018 no primeiro turno, apesar dos números. "As entidades podem pedir depois das eleições todos os arquivos que foram usados nas eleições, para verificar. Se os partidos que questionam o resultado tivessem interesse em conferir, o fundo partidário tem dinheiro suficiente para contratar especialistas para isso. E nas eleições de 2018 não houve pedido. Isso poderia ter sido feito. Ninguém fez". 

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