Boulos diz que Bolsonaro é o "rouba e não faz"

"500 mil mortos e ameaças constantes à democracia não foram suficientes para abrir o impeachment. Faltava um caso de corrupção graúda? Agora tem. Faltava rua? Tem também. E agora, Lira?", escreve Guilherme Boulos

Líder do MTST, Guilherme Boulos
Líder do MTST, Guilherme Boulos (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)


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247 - Em coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, cobra do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a abertura de um processo de impeachment de Jair Bolsonaro.

"500 mil mortos e ameaças constantes à democracia não foram suficientes para abrir o impeachment. Faltava um caso de corrupção graúda? Agora tem. Faltava rua? Tem também. E agora, Lira? Bolsonaro precisa responder por seus crimes política e judicialmente. O impeachment é o primeiro passo", afirma o ativista. 

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De acordo com o líder do MTST, "mesmo com o fio das negociatas levando a Bolsonaro, a maior parte da opinião pública atribuiu os fatos a desvios dos filhos ou de gente próxima ao presidente, sem envolvê-lo".

"Agora, com o escândalo da Covaxin, o bolsonarismo fica sem pai nem mãe. Perde o último discurso que ainda tinha. Além de ser o pior governo da história brasileira, responsável diretamente por um genocídio, rouba. E, pior, rouba num contrato de compra de vacinas. Pior ainda, a acusação — vinda não de comunistas, mas de um deputado que apoiava seu governo — é de que Bolsonaro sabia e não fez nada. No mínimo, prevaricou para não melindrar Ricardo Barros e o apoio do centrão".

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