Drauzio Varella tira várias dúvidas a respeito do Coronavírus. Acompanhe aqui

O médico infectologista Dráuzio Varella usou sua conta no Twitter para tirar várias dúvidas a respeito do Coronavírus. Segundo ele, “é fundamental não ceder ao pânico, principal aliado na disseminação de notícias falsas”. Veja aqui suas recomendações

(Foto: Reprodução | Reuters)


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247 - O médico infectologista Dráuzio Varella usou sua conta no Twitter nesta sexta-feira (28) para tirar várias dúvidas a respeito do Coronavírus. Segundo ele, “é fundamental não ceder ao pânico, principal aliado na disseminação de notícias falsas”. 

Veja suas recomendações: 

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O primeiro caso de coronavírus no Brasil foi confirmado na última quarta-feira (26) e reacendeu o pânico da população em relação à doença, que já infectou mais de 80 mil pessoas em cerca de 40 países. Diante dessa situação, o que devemos saber e/ou fazer? Segue o fio:

- Em primeiro lugar, é FUNDAMENTAL não ceder ao pânico, principal aliado na disseminação de notícias falsas. Fake news, nesse momento, só serve para fortalecer atitudes xenofóbicas e atrapalhar a prevenção e a informação da população de forma correta.

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 - O vírus é uma novidade?  

 Não. Conhecemos os coronavírus desde os anos 60. Diferentes mutações foram responsáveis pelo surto de SARS entre 2002 e 2003 na China e por espalhar, em 2012, a MERS, do Oriente Médio. Em 2019, foi a vez da Covid-19, na China.

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- O nome dado pela OMS para a nova mutação do coronavírus (Covid-19) foi, aliás, pensado justamente para evitar associações à países, grupos étnicos e de animais específicos como forma de conter atitudes preconceituosas e xenofóbicas.

-  Como começou a transmissão do coronavírus?  

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 As primeiras pessoas contaminadas haviam estado em um mercado de frutos do mar, confirmando a origem animal do vírus. Em pouco tempo a transmissão entre seres humanos foi comprovada e o vírus começou a se espalhar.

-  Como o contágio pode ocorrer?   

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O contágio pode acontecer pelo ar (tosse ou espirro), gotículas de saliva ou catarro, contato pessoal (aperto de mão, beijo) ou com superfícies contaminadas como maçanetas.

-  Quais as chances de contaminação?  

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Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo. Ou seja, profissionais de saúde ou membros da família que tenha tido contato físico com o paciente ou permanecido no mesmo local que o paciente doente.

-  Quanto tempo os sintomas demoram para se manifestarem? 

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 Ainda não há uma informação exata. Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de até duas semanas.

- Quais são os sintomas de infecção pelo coronavírus?  

Pode variar desde casos assintomáticos, casos semelhante ao resfriado (febre, dificuldade para respirar), até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda.

- O coronavírus oferece risco de morte?  

Das 80 mil pessoas infectadas até agora, cerca de 2,7 mil morreram. A taxa geral de mortalidade dele é de 2,3% — mas chega a 14,8% em pessoas com mais de 80 anos, diz estudo do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CCDC).

- O que é um caso suspeito?  

O governo brasileiro adotou, até o momento, a seguinte definição: toda e qualquer pessoa que apresente sintomas de infecção respiratória e tenha viajado para a área de transmissão local ou contatado paciente suspeito ou confirmado com o vírus.

 - Como é feito o diagnóstico do coronavírus? 

 Exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.

- Qual é o tratamento para a Covid-19? 

 Não há medicamento específico. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas. Nos casos mais graves, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.

- Há alguma vacina para prevenir a infecção?  

Não há vacina até o momento. Além disso, é importante lembrar que a vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza, uma outra família de vírus, não sendo eficiente contra o coronavírus.3150810

- O que fazer ao detectar um caso suspeito?  

Os casos suspeitos devem ser isolados enquanto houver sinais clínicos, e o uso de máscaras é recomendado para esses pacientes. Profissionais da saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas.

- Posso viajar para a China?  

 Com o aumento do nível de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alto em relação ao risco global do novo coronavírus, o Ministério da Saúde recomenda que viagens ao país sejam realizadas apenas em extrema necessidade.

- Como prevenir o contágio com o coronavírus?   

As recomendações são as mesmas que temos para evitar outras infecções respiratórias:  - Evite contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; - Lave as mãos com frequência; (+)

Evite contato desprotegido com animais rurais e silvestres;        - Cubra boca e nariz ao tossir ou espirrar;        - Caso apresente sintomas e tenha viajado recentemente para a China, contate um serviço médico.     Compartilhe e ajude a combater a desinformação!
 

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