Documentos revelam que apoio de Bolsonaro a Trump na morte do general do Irã fez Brasil se preparar para guerra
Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo teve acesso à telegramas enviados ao chanceler Ernesto Araújo, apontando para o risco de guerra e mostrando que os diplomatas tiveram que adotar medidas de segurança
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247 - O assassinato do general iraniano Qassim Suleimani, em janeiro, e as declarações de apoio de Jair Bolsonaro ao governo Donald Trump, dos EUA, levou o Brasil a entrar em alerta como possível alvo de ataques.
É o que revela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo que teve acesso à telegramas enviados ao chanceler Ernesto Araújo pela embaixada do Brasil em Bagdá, no Iraque, apontando para o risco de guerra e mostrando que os diplomatas adotaram medidas de segurança para proteção dos brasileiros, incluindo a compra de combustível e de comida.
Segundo o jornal, o primeiro relatório da embaixada foi emitido com caráter “urgentíssimo” e relatava o que havia sido reportado pelo noticiário, reproduzia a primeira justificativa dos EUA para a morte – “deter planos iranianos de ataque” – e oferecia ao Itamaraty uma análise da nova conjuntura do Iraque.
“As circunstâncias da morte do general Suleimani e do comandante Abu Mahdi al-Muhandis constituem grave escalada, em território iraquiano, nas disputas envolvendo Irã e EUA e, certamente, deterioram, em muito, o já delicado quadro político-militar no Iraque. Não é descabido temer a eclosão de conflagração interna”, diz o comunicado.
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