Diretor de penitenciária contradiz Bolsonaro: não há registro que Ronnie Lessa foi ouvido pela PF
Informação contradiz o afirmado por Jair Bolsonaro no último dia 24 de abril. Na ocasião, ao falar sobre a demissão do então ministro Sergio Moro, Bolsonaro disse que teve que cobrar “pessoalmente” informações sobre o suposto namoro de um de seus filhos e a filha do ex-policial
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247 - O diretor da Penitenciária Federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte, Nilton Soares de Azevedo, informou que não há registros de que o ex-policial militar Ronnie Lessa, suspeito de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em março de 2018, tenha sido interrogado pela Polícia Federal nas dependências da unidade prisional.
A informação contradiz o afirmado por Jair Bolsonaro no último dia 24 de abril, quando ao falar sobre a demissão do então ministro da Justiça Sergio Moro disse que teve que cobrar “pessoalmente” informações sobre o suposto namoro de um de seus filhos e a filha do ex-policial.
Segundo reportagem do jornal O Globo, a informação veio após um pedido de acesso à informação ao juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior, corregedor da Penitenciária Federal, sobre a data em que o depoimento teria ocorrido. Após a determinação judicial, o diretor da unidade teria informado que “ao consultar os outros bancos de dados, não se localizou a informação referente a vinda de uma equipe para ouvir exclusivamente esse preso nesta unidade”.
“A intenção de dizer que o meu filho namorava a filha do ex-sargento era que nós tínhamos um relacionamento familiar. Eu não me lembro dele”, ressaltou a reportagem sobre a declaração de Bolsonaro na ocasião do seu pronunciamento no dia 24 de abril.
“E daí eu fiz um pedido para a Polícia Federal, quase com um “por favor”: chegue em Mossoró e interrogue o ex-sargento (Lessa ainda é sargento da PM do Rio). Foram lá, a PF fez o seu trabalho, interrogou e está comigo a cópia do interrogatório, onde ele diz simplesmente o seguinte: “A minha filha nunca namorou a filha do presidente Jair Bolsonaro, porque a minha filha sempre morou nos Estados Unidos”. Mas, eu é que tenho que correr atrás disso? Ou é o ministro, ou é a Polícia Federal, que tem que se interessar?”, emendou Bolsonaro.
“Eu pedi para o Sergio Moro investigar o namoro do meu filho com o filho do ex-sargento. Depois de muito custo, ele determinou que a PF fosse para Mossoró e a PF ouviu. Tenho o extrato aqui e posso mostrar. Sem problemas”, completou em seguida.
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