Dilma sobre 40 anos do PT: devemos rever nossos erros, mas não fazer a autocrítica da inquisição

Em entrevista à TV 247, a ex-presidente Dilma Rousseff destaca que o PT completa 40 anos como “o maior partido popular de esquerda do País” e pondera que erros ao longo desta trajetória devem ser apontados, “mas não em uma autocrítica da inquisição”



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247 - A ex-presidente Dilma Rousseff, em entrevista concedida à TV 24, analisa a trajetória do PT, que celebra 40 anos em 2020, e considera que questões como a não tributação dos mais ricos e a regulamentação da grande mídia, que não foram pautas dos governos do PT na presidência, são erros que devem ser avaliados, mas também destaca que a sigla não deve “fazer uma autocrítica da inquisição”.

Dilma considera que, nos 40 anos de partido, algumas reflexões devem ser feitas, mas não no que diz respeito ao “impeachment sem crime de responsabilidade”. “Não fomos combatidos pelos nossos erros, mas sim pelos nossos acertos”, avalia. 

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A ex-presidente relembra que sua gestão não compactuou com “uma reforma trabalhista e previdenciária”, ao contrário das ações de desmonte de conquistas sociais realizadas após o golpe de 2016. 

Ela enfatiza que o PT sobreviveu às tentativas de destruí-lo sob “o falso argumento de combate à corrupção”, pois o partido sempre se empenhou “no combate ao neoliberalismo”.

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"Não bastava apenas me tirar do poder, o objetivo era impedir que o PT se reproduzisse. Isso passava por arrebentar o partido, demonizar o PT e prender Lula”, acrescenta. 

Dilma defende a formação de uma frente democrática popular que lute contra os aspectos graves do governo bolsonaro, mas pondera: “essa frente popular pode concordar com a retirada de direitos dos trabalhadores? Isso é uma tolice”.

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Recentemente, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA), vem dialogando no sentido de construir uma frente antifascista com setores do centro e direita, incluindo nomes como o presidente de Câmara, Rodrigo Maia.

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