Dilma sai em defesa de Janja: exigir das primeiras-damas que sejam silenciosas é reproduzir o "pior do machismo"

"Lugar de mulher é onde ela quiser estar. Isto vale para jornalista, militante que seja mulher de presidente, para cada uma de nós mulheres", afirmou a ex-presidente Dilma Rousseff

Dilma Rousseff, Janja e Lula
Dilma Rousseff, Janja e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)


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247 - A ex-presidente Dilma Roussseff saiu em defesa neste domingo (13) da futura primeira-dama Janja Lula da Silva, que foi vítima de comentário machista pela jornalista Eliane Cantanhêde.

Pelo Twitter, Dilma afirmou que a manifestação de Cantanhêde foi um dos fatos mais preconceituosos da semana por tentar reviver o "triste, lamentável e misógino episódio do bela, recatada e do lar”. "A jornalista que critica uma mulher por 'ocupar excesso de espaço, participar de reuniões e dar papites' é uma jornalista preconceituosa, que lembra Simone de Beauvoir, quando esta pensadora ensinou que o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos", afirmou Dilma. 

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Para a primeira mulher eleita e reeleita presidente do Brasil, exigir das primeiras-damas que sejam silenciosas é reproduzir o "pior da misoginia e do machismo". "Janja tem de ser respeitada. Lugar de mulher é onde ela quiser estar. Isto vale para jornalista, vale para militante que seja mulher de presidente, vale para cada uma de nós mulheres", afirmou Dilma. 

Durante o programa Em Pauta, da GloboNews, dessa sexta-feira (11), a jornalista Eliane Cantanhêde criticou o protagonismo da futura primeira-dama Janja Lula da Silva durante a transição de governo. A socióloga, mulher do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, coordena o grupo técnico responsável pelos preparativos da posse presidencial. Para a comentarista, no entanto, Janja deveria limitar o seu papel ao quarto do casal.

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 A jornalista citou a ex-primeira-dama Ruth Cardoso – mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que morreu em 2008 – como exemplo a ser seguido por Janja. Durante as eleições de 2010, Cantanhêde virou motivo de piada ao dizer que o PSDB era um partido de massa, “mas uma massa cheirosa“, desvelando preconceito e elitismo.

 “Eu acho que um bom exemplo de primeira-dama foi a Ruth Cardoso que, como a Janja, tinha um brilho próprio, era uma professora universitária, era uma mulher super respeitada na área dela, e cuidou da Comunidade Solidária”, afirmou a jornalista. “Mas ela não tinha protagonismo, ela não tinha voz nas decisões políticas. Se tinha, era a quatro chaves dentro do quarto do casal”, sugeriu. 

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