Dilma diz que a redução da Farmácia Popular é ''manifestação deliberada de crueldade"
Ex-presidente Dilma Rousseff criticou a redução do programa que distribui medicamentos de graça a pessoas de baixa renda. "Isto acrescenta mais um ato no rol de atitudes deste governo que podem caracterizar genocídio", afirmou
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247 - A ex-presidente Dilma Rousseff criticou nesta quinta-feira (1) o governo de Jair Bolsonaro, por reduzir o alcance do programa Farmácia Popular.
Segundo levantamento feito pela Folha de S. Paulo, o Farmácia Popular teve 20,1 milhões de beneficiários em 2020, o que representa 1,2 milhão de pessoas a menos que no ano anterior. A cobertura de 2020 foi a menor desde 2014.
Em nota, Dilma disse que a redução é uma "manifestação deliberada de crueldade". "Com este desprezo pela vida, Bolsonaro está negando medicamentos gratuitos a brasileiros que têm algumas das comorbidades mais perigosas para quem for contaminado pelo coronavírus", afirmou a ex-presidente Dilma. "Isto acrescenta mais um ato no rol de atitudes deste governo que podem caracterizar genocídio", acrescentou.
Leia a nota na íntegra:
Negar remédio gratuitos é expor brasileiros à morte
O programa "Aqui tem Farmácia Popular”, lançado no governo do ex-presidente Lula e ampliado no meu governo, chegou a fornecer medicamentos gratuitos a 30,4 milhões de brasileiros portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e asma. Atende principalmente pessoas de baixa renda, que, de outra forma, não teriam condições de tomar os remédios de uso contínuo necessários à sua sobrevivência.
O programa começou a ser reduzido depois do golpe de 2016, no governo Temer, e está sendo levado à destruição por Bolsonaro. Já deixou de atender 10 milhões de pessoas. Desde o ano passado, mais 1,2 milhão de brasileiros perderam o direito à gratuidade dos medicamentos.
O desprezo pela vida define bem o governo Bolsonaro, na negação da pandemia, no repúdio às medidas de proteção e isolamento social, no atraso na aquisição de vacinas, no descaso em relação à compra e fornecimento de oxigênio, respiradores e analgésicos para intubação. Mas tudo o que é ruim pode ser ainda pior num governo como este.
É uma manifestação deliberada de crueldade a decisão de Bolsonaro de levar à virtual extinção o programa “Aqui Tem Farmácia Popular”, justamente quando o povo mais precisa, pois o país vive sob os efeitos de uma pandemia que está matando 22 brasileiros por segundo.
Com este desprezo pela vida, Bolsonaro está negando medicamentos gratuitos a brasileiros que têm algumas das comorbidades mais perigosas para quem for contaminado pelo coronavírus. Milhões de pessoas com doenças crônicas serão obrigadas a procurar UPAs e hospitais públicos, arriscando-se ao contágio por um vírus que, no caso deles, significa perigo altíssimo de morrer. Isto acrescenta mais um ato no rol de atitudes deste governo que podem caracterizar genocídio.
DILMA ROUSSEFF
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