Desmatamento na Amazônia em abril ultrapassa 1.000 km² e é 74% maior que o recorde do mês

"As causas desse recorde têm nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro. O ecocida-em-chefe do Brasil" , disse o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini

Vista aérea de área desmatada da floresta amazônica no Estado de Rondônia
Vista aérea de área desmatada da floresta amazônica no Estado de Rondônia (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


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Sputnik - A área de alertas de desmatamento na Amazônia ultrapassou 1.000 km² pela primeira vez em um mês de chuvas, de acordo com a série histórica calculada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em abril, a área de alertas chegou a 1.012 km², um número 74% maior do que o recorde anterior, de 580 km², registrado no ano passado.

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O número ainda deverá ter um ajuste para cima, pois se refere a 29 dias do mês. O cálculo fechado para abril nas medições do Inpe será divulgado na próxima semana.

Comparada à média dos seis anos anteriores para abril, a área é 165% maior.

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No acumulado de agosto de 2021 até agora — a temporada de cálculos do Inpe vai de agosto a julho —, os alertas já chegam a 5.070 km². O número já é 5% maior do que o registrado até julho do ano passado e o segundo maior da série histórica, perdendo apenas para o recorde de 5.680 km², detectado em 2020.

Segundo o Observatório do Clima, esse sistema de cálculo, chamado de Deter, não é feito para medir área desmatada, e sim orientar o trabalho do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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O instituto diz que o método é ágil na divulgação, mas seus satélites são "míopes", já que são incapazes de enxergar pequenas áreas desmatadas. O dado oficial sobre desmate é informado pelo sistema Prodes, divulgado uma vez por ano.

O Observatório do Clima explica que, entre os meses de novembro a abril, as detecções mensais do Deter são prejudicadas pelo maior volume de nuvens. O Inpe também informará, na semana que vem, o percentual da floresta que estava encoberto.

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"As causas desse recorde têm nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro. O ecocida-em-chefe do Brasil triunfou em transformar a Amazônia em um território sem lei, e o desmatamento será o que os grileiros quiserem que seja. O próximo presidente terá uma dificuldade extrema de reverter esse quadro, porque o crime nunca esteve tão à vontade na região como agora", afirmou o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini. 

De acordo com os cálculos do instituto, a taxa de desmatamento de 2022 deverá ultrapassar novamente os 10.000 km² no ano, com a possibilidade de um inédito quinto aumento consecutivo da devastação.

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