Deputado imputado pelo vazamento de dados do TSE, Filipe Barros diz que inquérito foi recebido sem sigilo pela Câmara

Segundo Barros, antigo relator da PEC do Voto Impresso, ele teria recebido uma “denúncia anônima” com o número do processo na Superintendência da PF

Dep. Filipe Barros (PSL - PR)
Dep. Filipe Barros (PSL - PR) (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)


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247 - O deputado federal Filipe Barros, que teria vazado dados sigilosos de uma investigação envolvendo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a Jair Bolsonaro, disse à CNN Brasil que o inquérito foi recebido pela Câmara dos Deputados sem indicação de sigilo. 

Segundo a delegada Denisse Ribeiro, o parlamentar pediu acesso aos documentos com o argumento de que pretendia utilizar o material na formulação do relatório sobre a PEC do voto impresso, informa a revista Veja. A PF forneceu o material sigiloso a Barros, que, por sua vez, vazou o conteúdo a Jair Bolsonaro.

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A conclusão das investigações foi enviada ao STF pela delegada nesta quarta-feira (2). O relatório responsabiliza e imputa cometimento de crime a Jair Bolsonaro pelo vazamento, bem como ao deputado federal Filipe Barros e ao ajudante de ordens presidencial Mauro Cid.

>>> PF: deputado Filipe Barros foi quem vazou inquérito sigiloso a Bolsonaro 

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Segundo Barros, antigo relator da PEC do Voto Impresso, ele teria recebido uma “denúncia anônima” com o número do processo na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal e, a partir de então, realizou a solicitação da íntegra ou de partes não comprometedoras do inquérito.

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“O inquérito não era sigiloso. O delegado responsável pelo caso, portanto a pessoa que tem autonomia de colocar o sigilo ou retirar, disse que não havia qualquer decisão colocando o inquérito sob sigilo. O inquérito virou sigiloso após a live”, disse o parlamentar.

“Os pedidos foram feitos oficialmente pela Câmara, aprovados por unanimidade pelos membros da Comissão, e também recebemos [a resposta] oficialmente”, declarou.

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