Depois de Gilmar Mendes, Barroso também fala em "genocídio" ao se referir ao governo Bolsonaro

“Num momento em que se recomendava o isolamento social, a política pública de convocação das pessoas ao trabalho e às ruas poderia produzir um genocídio, sobretudo nas comunidades pobres”, disse o ministro do STF Luis Roberto Barroso

(Foto: Nelson Jr./STF | Wilson Dias/Agência Brasil)


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247 com informações do Metrópoles - O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a Corte evitou um “genocídio” ao derrubar algumas medidas do governo Jair Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus.

“Num momento em que se recomendava o isolamento social, a política pública de convocação das pessoas ao trabalho e às ruas poderia produzir um genocídio, sobretudo nas comunidades pobres. E portanto, em nome do direito à vida, e do direto à saúde, o Supremo impediu a difusão dessa campanha”, disse Barroso.

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Durante seminário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nesta segunda-feira (27), Barroso citou a decisão que impediu a veiculação de uma campanha do governo intitulada “O Brasil Não Pode Parar”, que convocaria pessoas a voltarem às ruas e ao trabalho num momento em que o isolamento social era medida indicada como essencial por autoridades de Saúde.

Ele é o segundo ministro do STF que associa a palavra genocídio ao governo Jair Bolsonaro. Antes, o ministro Gilmar Mendes criticou a militarização do ministério da Saúde em meio à pandemia.

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Ele também falou sobre outras decisões da corte, como a que deu autonomia aos municípios para decidir sobre o fechamento de comércios, indo contra interesses do governo, bem como a que obrigou o Ministério da Saúde a seguir divulgando o número de casos e mortes no Brasil quando a pasta tentava esconder tais dados.

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