Demissão de secretária que criticou a cloroquina foi ordem direta de Bolsonaro

Jair Bolsonaro protagoniza mais um episódio do roteiro "manda e obedece". Ele não tolerou as posições críticas da médica Luana Araújo e obrigou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a demiti-la

Luana Araújo e Marcelo Queiroga
Luana Araújo e Marcelo Queiroga (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


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247 - Jair Bolsonaro obrigou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a demitir a médica Luana Araújo, que assumira há menos de 10 dias a Secretaria de Enfrentamento à Covid-19.

A secretária sempre criticou severamente o uso da cloroquina como remédio para a covid e defendeu a ciência, algo que o ocupante do Palácio do Planalto só percebeu depois da posse da médica no ministério. 

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Neste sábado (22), em entrevista coletiva à imprensa, Queiroga negou que tenha sido obrigado a demitir Luana. Ante a insistência de um repórter em querer mais detalhes, Queiroga foi ríspido: “Já falei sobre a doutora Luana. Esse é um assunto que nós consideramos encerrado. Não vou mais abordar esse assunto”, informa o jornalista Ricardo Noblat no site Metrópoles.

Em nota divulgada no seu perfil no Instagram, Luana Araújo escreveu: “Em meu discurso de apresentação, fiz questão de evidenciar minha postura técnica, baseada em evidências, pautada pelo juramento médico que fiz e que norteia todas as minhas atitudes. Vejo a ciência como ferramenta de produção de conhecimento e de educação para a priorização da vida”.

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