Delegado que prendeu Milton Ribeiro diz ser alvo de abuso de autoridade na PF

Raphael Soares Astini aponta investigação paralela na corporação, que tenta conter o racha. Caso está no Supremo

(Foto: Agência Brasil | Alan Santos/PR)


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247 - O delegado da Polícia Federal Raphael Soares Astini, responsável pela prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, por suspeita de envolvimento no esquema para liberação de verbas do MEC, entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) alegando ser alvo de abuso de autoridade na corporação. Astini também denuncia que outro integrante da PF, o delegado Bruno Calandrini, ligado a Jair Bolsonaro (PL), realiza uma investigação paralela. As informações são da jornalista Julia Dualibi, da Globo.

A investigação paralela de Calandrini, que é responsável pelas investigações sobre o escândalo do MEC, abriu uma crise na polícia, que busca, a todo custo, abafar os conflitos há poucos dias da eleição, segundo a reportagem. Calandrini tinha planos de ouvir na próxima semana integrantes da cúpula da PF, além de indiciar policiais por suspeita de interferência na investigação, informa ainda a jornalista. 

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Astini pediu não só a suspensão do inquérito conduzido por Calandrini como o “trancamento/arquivamento das investigações do presente inquérito (e nos autos paralelos sorrateiramente derivados)” em desfavor dele e “dos demais policiais federais que não compreendem o objeto inicial estipulado pelo MPF e pela relatora supervisora da investigação”, diz trecho do habeas corpus. 

O caso foi levado ao STF, sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia, após a primeira instância – que autorizou a prisão – entender que poderia ter ocorrido a participação de Bolsonaro em vazamento de informações sobre a prisão de Ribeiro, solicitada por Calandrini, chefe da investigação, mas executada pela equipe de Astini em Santos.

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A possível interferência de Bolsonaro foi levantada após a divulgação de uma ligação interceptada pela polícia, na qual Milton Ribeiro afirmou à filha que o presidente lhe dissera ter tido o “pressentimento” de que ele poderia ser alvo de alguma ação, além do fato de o ex-ministro ter ficado preso em São Paulo e não ter ido para Brasília, conforme decisão judicial.

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