Delegado da PF que contradisse Bolsonaro pede para depor novamente

Na primeira versão de seu depoimento, o diretor-executivo da Polícia Federal, delegado Carlos Henrique Oliveira, ex-superintendente da PF no Rio, contrariou declarações de Bolsonaro de que nunca teria havido investigações contra a família presidencial sob a tutela da entidade

(Foto: Reprodução (TV Globo))


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247 - O diretor-executivo da Polícia Federal, delegado Carlos Henrique Oliveira, ex-superintendente da PF no Rio de Janeiro, pediu nesta sexta-feira (15) para dar novo depoimento no inquérito que investiga supostas tentativas de interferência do de Jair Bolsonaro na corporação. Na primeira versão, o delegado contrariou declarações de Bolsonaro de que nunca teria havido investigações contra a família presidencial sob a tutela da entidade.

Oliveira disse que a PF já atuou contra membros do clã Bolsonaro por irregularidades eleitorais. Ele fez referência ao senador Flávio Bolsonaro. “Era de âmbito eleitoral, e já foi relatado sem indiciamento”", relatou.

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De acordo com o dirigente, Ricardo Saadi não deixou o comando do RJ por questões de "produtividade", como diz Bolsonaro. O próprio Saadi afirmou que a sua saída do comando da corporação fluminense foi antecipada em agosto do ano passado e sem justificativa clara.

O novo depoimento do delegado será colhido na quarta-feira (20).

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As eventuais tentativas de interferência política na PF ganharam destaque na imprensa nacional a partir do dia 24 de abril, quando o então ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro pediu demissão, após Bolsonaro exonerar Maurício Valeixo da Diretoria-Geral da corporação. 

Em coletiva de imprensa naquele dia, Moro apontou crime de responsabilidade de Bolsonaro. "O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da PF", disse. 

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O decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, autorizou a abertura de um inquérito para investigar as denúncias do ex-juiz. 

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