Decreto sobre academias e salões de beleza é péssimo, diz ministro do STF

O Ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello critica severamente o decreto de Jair Bolsonaro que amplia as categorias consideradas essenciais para efeito de quebra da quarentena. Para o ministro, a decisão deveria ter sido acertada com os outros entes da federação

Marco Aurélio Mello e Jair Bolsonaro
Marco Aurélio Mello e Jair Bolsonaro (Foto: STF | Isac Nóbrega/PR)


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247 - O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, disse que o decreto de Jair Bolsonaro ampliando as categorias consideradas essenciais para efeito de quebrar a quarentena, é "mais um desgaste para o poder central frente aos cidadãos, gerando insegurança, o que é péssimo". 

Bolsonaro incluiu academias, salões de beleza e barbearias no rol de serviços essenciais durante a pandemia. Governadores disseram que vão ignorar a medida e vão se pautar por orientações médicas.

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"Uma medida assim pressupõe entendimento. Pressupõe acertar com quem está na ponta. Que são os governadores e prefeitos. A execução fica difícil", completou.

Foi o Ministro Marco Aurélio que deu uma das primeiras decisões sobre a batalha entre o governo federal e os estados. Ele deferiu parcialmente uma liminar na qual afirmava que a medida provisória editada pelo governo prevendo diversas providências contra o novo coronavírus, entre elas a interdição de transportes, não impedia que governadores e prefeitos também adotassem medidas de sua competência, informa o Painel da Folha de S.Paulo.

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