De olho nas eleições, Pazuello pede para ir à reserva do Exército
General e ex-ministro da Saúde pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro
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247 - O general de Divisão e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, deu início aos procedimentos necessários para se aposentar dos quadros do Exército. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Pazuello pretende se candidatar a uma das 46 vagas que o Rio de Janeiro possui junto à Câmara dos Deputados. Apesar de ainda manter conversas com diversos partidos, ele deverá se candidatar pelo PL.
Pazuello só poderia permanecer na ativa até 31 de março, quando seria transferido à reserva compulsoriamente, após quatro anos no posto máximo de sua carreira no Exército, o Serviço de Intendência. “O general de três estrelas, no entanto, protocolou no Exército um requerimento de aposentadoria de sua iniciativa. O documento chegou nesta segunda-feira, dia 21, ao setor responsável, a Diretoria de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social (DCIPAS)”, ressalta a reportagem.
Colaboradores de Pazuello dizem que ele esperava uma decisão publicada até o fim de fevereiro. Caso isso não aconteça, ele deverá ser “liberado” apenas em março para se filiar e participar de atividades partidárias. “Para se candidatar, um militar deve comunicar a intenção ao Comando do Exército e se licenciar no prazo de seis meses antes das eleições”, ressalta o texto.
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Atualmente, Pazuello recebe R$ 10,1 mil pelo cargo que ocupa junto à Presidência da República desde que deixou o Ministério da Saúde e mais R$ 32,6 mil do orçamento da Defesa, como militar. “Ao passar à inatividade, ele tem direito a receber oito vezes a remuneração do Exército, a título de ajuda de custo, um benefício dobrado pelo governo Jair Bolsonaro. O valor deve ficar em torno de R$ 260 mil”, destaca a reportagem.
O militar é investigado em um inquérito da Polícia Federal por sua atuação no colapso hospitalar de Manaus (MA), quando pessoas morreram por falta de oxigênio hospitalar. Ele também é alvo de ações por improbidade administrativa e teve o seu indiciamento sugerido pela CPI da Covid.
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