De olho em 2026, aliados de Lula resistem a entregar Bolsa Família a Simone Tebet
Se Tebet passar a ser a cara do programa, aliados de Lula temem que ela possa criar laços com a população de baixa renda, ampliando seu capital político. Ala do PT discorda
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247 - De olho na próxima eleição presidencial, em 2026, aliados do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estão resistentes à ideia de entregar nas mãos da senadora Simone Tebet (MDB-MS) o Bolsa Família, informa o jornal O Globo.
Tebet é cotada para assumir o Ministério do Desenvolvimento Social (atual Cidadania) e, assim, o programa social ficaria sob sua administração. Com isso, temem os aliados lulistas, a senadora poderia se tornar a longo prazo a nova cara do Bolsa Família, criando uma conexão com a população de baixa renda e, com isso, ampliando seu capital político.
"O desejo de parte dos petistas é ver Tebet na Agricultura, ideia rejeitada por ela, que durante toda a campanha tentou descolar sua imagem do agronegócio. Aliados da senadora entendem que a indicação para a pasta seria um jeito de o PT colocá-la numa 'caixinha' e evitar que seu nome ganhe projeção para 2026. Também não faria sentido do ponto de vista estratégico, uma vez que o agronegócio dialoga mais com o Centro-Oeste, seu reduto eleitoral, e o Sul do país", diz a reportagem.
Há também a ideia de instalar Tebet na Educação, mas a parlamentar também não demonstra interesse já que, na visão dela, a pasta concentra muitos interesses privados e tem pouco poder de execução.
"Um dos aliados mais próximos de Lula", segundo a matéria, afirma que o presidente eleito não entregaria o comando dos programas sociais, como o Bolsa Família, a uma possível adversária do PT na próxima eleição presidencial. "Ele não vê possibilidade de o partido abrir mão de indicar o sucessor de Lula. O ex-prefeito Fernando Haddad e o governador da Bahia, Rui Costa, são citados como possíveis candidatos a presidente em 2026".
Há, por outro lado, uma ala do PT que defende que Tebet assuma o ministério que quiser, já que o governo Lula não poderia sofrer com deserções já na largada do mandato.
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