Damares cancelou estudo de R$ 1,5 mi sobre gravidez na adolescência em conjunto com a ONU
Pesquisa voltada o combate à gravidez na adolescência desenvolvida em parceria com um órgão da ONU possuía um custo estimado em cerca de R$ 1,5 milhão, dos quais R$ 550 mil foram pagos. Dois meses após o cancelamento, Damares lançou uma campanha própria sobre o tema
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247 - O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, interrompeu em dezembro do ano passado uma pesquisa voltada para a melhoria de políticas públicas de combate à gravidez na adolescência e de aprimoramento das medidas socioeducativas no Brasil. O estudo, desenvolvido em parceria com um órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), possuía um custo estimado em cerca de R$ 1,5 milhão, dos quais R$ 550 mil foram pagos.
Segundo reportagem da CNN Brasil, a pesquisa foi iniciada em 2018, no governo Michel Temer, por meio de um acordo firmado com o Fundo de Populações das Nações Unidas. Dois meses após o cancelamento da pesquisa, Damares anunciou o lançamento de uma campanha própria contra a gravidez na adolescência batizada de “Tudo a seu tempo: Adolescência primeiro, gravidez depois”.
Ainda de acordo com a reportagem, o governo teria alegado que o cancelamento do estudo por motivos técnicos – teriam sido detectadas falhas na metodologia - e que “o objeto da celebração não se constitui mais prioridade na política pública para a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (órgão pertencente ao ministério) e não está alinhado às novas diretrizes do atual Ministério da Mulher”.
Um dos trechos da pesquisa apontava que o enfrentamento do problema deveria passar por “compreender e incidir nas assimetrias vivenciadas por adolescentes no acesso à circulação de informações, aos serviços e aos métodos, sobretudo se levado em conta fatores como raça e etnia, região, faixa etária e renda”.
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