CUT: fila do Auxílio Brasil tem 1,5 milhão, mas valor já é corroído pela inflação

Para ter o mesmo poder de compra de abril de 2020, as famílias deveriam receber R$ 732,12 do benefício atualmente, segundo cálculos do pesquisador da FGV Matheus Peçanha

Aplicativo auxílio emergencial do governo federal
Aplicativo auxílio emergencial do governo federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


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247 - O programa Auxílio Brasil tem uma fila de espera de 1,5 milhão de pessoas, mas o brasileiro não compra o mesmo que comprava em 2020, quando o benefício de R$ 600 foi pago por causa da pandemia. Para ter o mesmo poder de compra de abril de 2020, as famílias deveriam receber R$ 732,12 atualmente, segundo cálculos de Matheus Peçanha, pesquisador e economista do Instituto de Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feitos a pedido da Folha.

O benefício de R$ 600 começou a ser pago, em 2020, graças à pressão da CUT e demais centrais junto ao Congresso Nacional, pois Jair Bolsonaro (PL) queria pagar apenas R$ 200. Há dois anos, com R$ 200 no supermercado, o consumidor levava para casa 18 itens, incluindo arroz, feijão, carne, leite, ovos, queijo mozarela, macarrão, bolacha e alguns legumes. Esses mesmos R$ 200 de 2020 representam atualmente R$ 163,91,  Os R$ 600 equivalem a R$ 491,72 atualmente. 

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A correção tem como base a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a alta de preços para a de baixa renda. O acumulado no período de abril de 2020 a junho de 2022 é de 22,02%.

Além do valor não comprar sequer uma cesta básica em São Paulo, por exemplo, que está em quase R$ 800, milhares de necessitados devem ficar de fora do benefício. Mensalmente cerca de 350 mil pessoas entram na fila do Auxílio Brasil por conta da crise econômica nacional, com 33 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar. 

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Especialista no combate à fome, Francisco Menezes, consultor da Action Aid, afirmou no começo do mês que o milhão de pessoas na fila do benefício estavam incluídas no Cadastro Único (CadÚnico) e "quem não se cadastrar até a data de promulgação da emenda constitucional vai ficar de fora, gerando uma nova fila de espera". 

A Action Aid é uma organização não governamental de combate à desigualdade social, e ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

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Governo ainda busca dinheiro para bancar o Auxílio Brasil

O governo federal ainda busca recursos para pagar os R$ 41,25 bilhões do Auxílio Brasil. Para isso, o Ministério da Economia enviou um ofício às principais estatais (Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) pedindo para aumentar a receita com dividendos em 2022.

O documento encaminhado às empresas tinha o objetivo de tornar o pagamento desses valores ao governo trimestral, em vez de semestral. Ou seja, o pagamento que seria feito de dividendos no 1º trimestre de 2023 poderia ser executado ainda neste ano. De acordo com o Poder 360, somente o Banco do Brasil respondeu dizendo que não poderia fazer a antecipação. 

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*Com informações da CUT 

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