Cúpula da PF usou argumento falso no caso Milton Ribeiro, denuncia jornalista

Levantamento da coluna de Rodrigo Rangel nos registros de voo dos aviões pertencentes à PF mostra que, para outros motivos, não há restrição orçamentária

(Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República)


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247 - A coluna de Rodrigo Rangel, no Metrópoles, alegou que a cúpula da Polícia Federal usou “um argumento bastante questionável para evitar que o ex-ministro Milton Ribeiro fosse transferido de São Paulo para Brasília após ser preso em razão das investigações sobre a existência de um esquema de corrupção no Ministério da Educação”.

A direção da PF, que segundo o delegado que dirigiu a operação contra o ex-ministro, Bruno Calandrini, buscou defender o ex-ministro numa posição a favor do governo Jair Bolsonaro, alegou “exposição desnecessária” dos presos — que, além de Ribeiro, incluem outros investigados — e “restrições orçamentárias”. Os dois argumentos foram utilizados para não realizar a transferência dos presos para Brasília, como foi determinado pela Justiça Federal.

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A coluna de Rangel mostra, no entanto, que um levantamento “nos registros de voo dos aviões pertencentes à corporação mostra que, para outros motivos, não há restrição orçamentária”.

“Semanas antes da prisão de Milton Ribeiro, um dos jatos foi usado até mesmo para levar o diretor-geral da PF, Márcio Nunes de Oliveira, a cidades do Norte e do Nordeste para participar de cerimônias de inauguração e de posse de delegados nomeados por ele para cargos de chefia”, argumenta.

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“A Polícia Federal já tem três jatos e um quarto, recém-adquirido, está prestes a entrar em operação. Entre maio e junho, nas semanas que antecederam a prisão de Milton Ribeiro, duas dessas aeronaves fizeram nada menos que 40 voos”, continua.

Segundo o jornalista, o dado “derruba o argumento de que não havia recursos para realizar a transferência do ex-ministro para Brasília, dá força à queixa do delegado encarregado da investigação, Bruno Calandrini, que denunciou ter havido interferência da cúpula da PF no caso”.

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