Críticos da chapa Lula-Alckmin "recusam-se a ver o óbvio", diz Zé Dirceu
Ex-ministro rebateu as críticas às diretrizes de governo da chapa: "eles querem que Bolsonaro se vá, mas insistem que seja mantido o modelo econômico que não deu certo"
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247 - O ex-ministro José Dirceu, em artigo publicado nesta sexta-feira (1) no Poder 360, afirma que o teto de gastos "é uma ficção" - "caminhamos para mais R$ 50 bilhões fora do teto" - e que "enquanto não se aceitar que o problema central do país não é a dívida pública ou o déficit público, sempre encoberto com a não contabilidade dos juros dos serviços daquela dívida, mas os juros que pagamos e, principalmente, a concentração de renda e riqueza, não haverá saída".
"Não há como fazer crescer um país onde 10% da população detém a metade da renda nacional e os 10% mais pobres nem 1% dela, onde o sistema tributário concentra renda em vez de distribuir, onde os ricos não pagam impostos e o povo (os pequenos e médios empresários, os autônomos, os consumidores em geral) é espoliado por juros reais superiores a 30%, 50%", explicou.
Dirceu rebateu as críticas dos oposicionistas às diretrizes de governo da chapa Lula-Alckmin: "eles querem que Bolsonaro se vá –e com ele Paulo Guedes– , mas insistem que seja mantido o modelo econômico que não deu certo. Recusam-se a ver o óbvio".
O ex-ministro também condenou a dolarização do preço dos combustíveis no Brasil, prevista pelo Preço de Paridade Internacional (PPI) da Petrobrás: "é insistir no caminho da pauperização de parte expressiva da população brasileira, do desemprego e da falta de oportunidades".
Para o ex-ministro, "o país precisa de recursos para investir, em 1º lugar, na sua infraestrutura social. E, num 2º passo, na infraestrutura de portos, estradas, aeroportos, hidrovias, ferrovias, na habitação, saneamento, na mobilidade urbana, em áreas de risco onde vivem 40 milhões de brasileiros". Os recursos, diz ele, podem ser obtidos "além do crédito via bancos públicos e do investimento pela dívida pública, via tributos".
Dirceu defende maior tributação dos mais ricos, do agronegócio, das exportações e menor tributação dos mais pobres e sobre consumo, além de uma valorização da renda da classe trabalhadora.
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