'Crimes cometidos por Bolsonaro parecem impossíveis de caber em qualquer contabilidade conhecida', diz Ruy Castro
"Só me pergunto se o crime desses homens, por mais hediondo, não empalidece diante dos cometidos por Bolsonaro”, escreve o jornalista em referência ao julgamento dos militares que mataram um músico e um catador no Rio de Janeiro
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247 - O jornalista Ruy Castro questiona, em sua coluna na Folha de S. Paulo, se a condenação dos militares que abriram fogo contra um veículo em que estavam um músico e sua família, além de um catador que tentou socorrer as vítimas, durante uma operação no Rio de Janeiro em 2019, resultará no cunmprimento da pena “ou se, bem à brasileira, logo estarão de volta às ruas, armados e rindo da Justiça”.
No texto, Castro relembra que poucos dias depois do assassinato, “Jair Bolsonaro, sempre atracado aos baixos meridianos de algum militar, classificou a chacina como “um incidente”. Ali, aos quatro meses de mandato, ele oferecia ao país uma das primeiras demonstrações de sua incapacidade de compaixão. Claro que, na pandemia, essa incapacidade seria escancarada —sua resposta às pilhas de brasileiros mortos e sendo enterrados em vala comum foram os passeios de lancha, o não-tou-nem-aí, o esgar de deboche. E aquilo era só o começo”, destaca.
“Só me pergunto se o crime desses homens, por mais hediondo, não empalidece diante dos cometidos por Bolsonaro —que parecem impossíveis de caber em qualquer contabilidade conhecida pela lei”, finaliza.
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