Cresce o número de denúncias contra grupos neonazistas no Brasil, aponta pesquisa

Para professor da Unicamp, a postura de Bolsonaro e seus assessores estimula as ações de grupos neonazistas no Brasil

(Foto: Agência Brasil)


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Brasil de Fato - De acordo com um levantamento realizado pela antropóloga Adriana Dias, que estuda o tema, atualmente existem cerca de 530 grupos de teor neonazista no Brasil. A pesquisa também aponta que houve um crescimento de 270% entre janeiro de 2019 e maio de 2021. Além disso, as denúncias de atividades neonazistas na internet aumentaram 60,7% em 2021, em relação ao ano de 2020, de acordo com dados da Safernet.

O recente caso do apresentador Monark, que fez apologia ao nazismo durante a gravação de um podcast, escancarou como grupos e pessoas que disseminam esse discurso de ódio estão cada vez mais presentes na sociedade. O Entrevista Central, do programa Central do Brasil,  recebe o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Wagner Romão, para debater sobre as principais causas deste aumento e os riscos do discurso neonazista para o Brasil.

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"Grupos de extrema-direita nunca deixaram de existir no Brasil, mas o que estamos observando nesses anos de governo Bolsonaro é que há uma grande permissividade para este tipo de manifestação nazista. É uma reação de grupos ultraconservadores, de extrema-direita que foram estimulados pelo Bolsonaro e seus apoiadores", avalia.

O professor também analisa como a internet tem influenciado na disseminação dessa conduta e como ela afeta a vida da população brasileira.

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"Hoje, temos uma dinâmica na internet que propicia e estimula este tipo de comportamento nazista. Por isso temos visto algumas figuras públicas potencializando pela internet estes discursos. O nazismo não se trata apenas de um partido político, porque a doutrina do nazismo defende o extermínio do que acreditam que é o inimigo. Não podemos tolerar os intolerantes em um sistema de diversidades. Não podemos permitir que, diante de uma democracia, os intolerantes possam se constituir como grupo político organizado. Ao contrário, temos que combater este tipo de conduta"

E tem mais!

Na última quarta-feira (9), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL) 6.299/2002, apelidado por ambientalistas de "Pacote do Veneno". A medida flexibiliza as normas que tratam da adoção de agrotóxicos no Brasil. O Nacional explica o porquê parlamentares da oposição, ambientalistas e segmentos populares são contra o PL e quais os riscos que ele traz para a população.

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O retorno às atividades no Congresso Nacional iniciou com matérias defendidas pela base de Bolsonaro como o PL do Veneno, da Grilagem e a agenda de privatizações como a dos Correios. O editor do Boletim Ponto, Miguel Stédile, participa do Embarque Imediato e analisa a estratégia de Bolsonaro para este ano de eleições.

A Parada Cultural  indica a obra "Solo Fecundo", da artista plástica Regina Marconi. A produção exibe personagens que representam a diversidade da classe trabalhadora brasileira durante a pandemia da Covid-19.

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