'CPI deve apurar mais que crimes de responsabilidade. Há crimes contra pessoas', diz Janio de Freitas
“Há crimes contra pessoas. Há crimes contra a humanidade. Tal coleção de crimes talvez encontre comparação nos abutres que agiram em porões da ditadura", diz o jornalista Janio de Freitas sobre a implantação da CPI da Pandemia
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247 - O jornalista Janio de Freitas afirma, em sua coluna deste domingo (11) do jornal Folha de S. Paulo, que a CPI da Pandemia, cuja instalação foi determinada por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federa (STF) Luís Roberto Barroso, deverá apurar “mais do que crimes de responsabilidade”. “Há crimes contra pessoas”, destaca.
“Há crimes contra pessoas. Há crimes contra a humanidade. Tal coleção de crimes talvez encontre comparação nos abutres que agiram em porões da ditadura. Ou talvez só se compare aos primórdios da ocupação territorial, com a escravização e as mortandades em massa. O choque não descansa: são 4.000 mortos por dia”, observa o jornalista.
Para Janio, “antes mesmo de determinada pelo ministro Barroso, a possibilidade da CPI iniciou a discussão de táticas para dela poupar Bolsonaro. Será resguardar o agente principal da calamidade. O vírus leva à morte porque esse é papel que a natureza lhe deu. Bolsonaro fez e faz o mesmo por deslealdade ao papel que lhe foi dado e aos que o deram. E, de quebra, ao restante do país”.
Ainda segundo ele, “é razoável suspeitar que não haja, nem sequer em número próprio de uma CPI, gente com caráter para enfrentar uma criminalidade assim e ao que a ampare, como o ódio e a facilitação de armas letais”.
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