Covas diz que casos de corrupção envolvendo Aécio e Serra “são completamente distintos”
“Não há nenhum áudio do senador José Serra pedindo dinheiro pra ninguém. Eu pelo menos não escutei. Então, são casos completamente distintos”, ressaltou o prefeito de São Paulo
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247 - O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse que são diferentes os casos apresentados pelo Ministério Público contra os tucanos Aécio Neves e José Serra. “[Os casos] são completamente distintos”, afirmou.
“Não há nenhum áudio do senador José Serra pedindo dinheiro pra ninguém. Eu pelo menos não escutei. Então, são casos completamente distintos”, disse Covas. “O caso do deputado Aécio Neves é bem diferente, porque há um áudio dele que até agora não foi explicado pedindo dinheiro ao dono da JBS”, ressaltou.
Nesta sexta-feira, 3, a Polícia Federal (PF) realizou operações em endereços ligados ao ex-governador de São Paulo. A operação apontou que José Serra (PSDB) recebeu da Odebrecht mais de R$ 23 milhões para liberar créditos frente à Dersa em 2009 e 2010. O tucano também recebeu R$ 4,5 milhões entre 2006 e 2007 para gastos de campanhas ao governo estadual.
De acordo com as investigações, o ex-chefe do Executivo paulista desviou dinheiro durante a construção do Rodoanel. Ele teria usado o cargo para receber da Odebrecht pagamentos indevidos em troca de benefícios relacionados às obras.
O ex-governador usou uma offshore para esconder o dinheiro. Segundo as apurações, Verônica Serra, filha do ex-governador, constituiu empresas no exterior, ocultando nomes, para receber pagamentos destinados ao tucano pela construtora.
Saiba mais
Depois que foi nomeado diretor do Dersa (empresa responsável por obras rodoviárias de São Paulo) pelo então governador de São Paulo José Serra, em 24 de maio de 2007, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, abriu quatro contas no banco Bordier & Cie, em Genebra, segundo consta em documento enviado ao Brasil pelas autoridades suíças. Entre os anos de 2007 e 2009 – governo Serra – essas contas receberam “numerosas entradas de fundos”.
“As quatro contas tinham um saldo de US$ 34,4 milhões quando Souza, conhecido como Paulo Preto, decidiu transferir os recursos da Suíça para as Bahamas, no começo de 2017. O valor equivale a R$ 121 milhões, quando corrigido pela cotação da última sexta (4).
Na Suíça, o ex-diretor da Dersa já estava sob investigação das autoridades que cuidam do combate à lavagem de dinheiro e corria o risco de ter os R$ 121 milhões sequestrados pelas autoridades. Souza foi preso em 6 de abril pela Operação Lava Jato em São Paulo, sob acusação de ter desviado R$ 7,7 milhões na obra do Rodoanel Sul, o que seus advogados negam.”
MP pede reparação de 935 mil euros de Serra aos cofres públicos
Em denúncia contra o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), o Ministério Público Federal requer reparação no valor de 936.000,00 euros, valor que, no câmbio desta sexta-feira (3), equivale a R$ 5.634.720,00.
Como parte da ofensiva da Justiça, foram bloqueados R$ 40 milhões em uma conta na Suíça. Estima-se que os desvios possam superar a casa da centena de milhões de dólares. Com isso, José Serra pode passar à história como um dos políticos mais corruptos do Brasil
Acuada, Lava Jato afirma que operação contra Serra reafirma “trabalho técnico, isento e sereno”
Em nota, a operação Lava Jato afirmou que "reafirma seu compromisso com um trabalho técnico, isento e sereno". "Em um momento de incertezas, a força-tarefa Lava Jato de São Paulo reafirma seu compromisso com um trabalho técnico, isento e sereno. As investigações seguem em sigilo", diz o texto.
A Lava Jato está acuada após a revelação de que ela fez uma cooperação ilegal com o FBI.
Também vale ressaltar que a operação está em divergências com a Procuradoria-Geral da República.
Promotores deixaram a PGR por discordâncias com a coordenadora do grupo, a subprocuradora Lindôra Maria de Araújo, uma das principais auxiliares de Augusto Aras, chefe do Ministério Público Federal.
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