Cônsul alemão denunciado pela morte do marido é declarado foragido após deixar o Brasil

Uwe Herbert Hahn viajou para a Alemanha no domingo (28), dois dias após ser libertado por força de um habeas corpus

Walter Henri Maximillen Biot (à esq.) e o cônsul da Alemanha Uwe Herbert Hahn
Walter Henri Maximillen Biot (à esq.) e o cônsul da Alemanha Uwe Herbert Hahn (Foto: Reprodução)


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Sputnik - Preso no início deste mês, Uwe Herbert Hahn embarcou para a Alemanha no domingo (28), dois dias após ganhar o direito de aguardar o julgamento em liberdade.

O cônsul alemão Uwe Herbert Hahn foi declarado foragido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) nesta terça-feira (30), dois dias após deixar o país.

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Hahn é acusado de matar o marido, o belga Walter Henri Maximilien Biot, com quem foi casado por mais de 20 anos. Preso no início deste mês, ele estava solto desde a última sexta-feira (26), libertado por um habeas corpus.

O crime aconteceu no dia 5 deste mês, uma sexta-feira. Na ocasião, Hahn acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), por volta das 20h, afirmando que Walter Biot havia sofrido uma queda em decorrência de um mal súbito.

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Porém, ao chegar ao local, os socorristas notaram lesões no corpo do belga que lançavam suspeitas à versão dada por Hahn. Biot morreu no local, e seu corpo passou por um exame de autópsia que constatou que ele foi vítima de morte violenta. O laudo aponta mais de 30 lesões pelo corpo do belga e concluiu que a causa da morte foi uma hemorragia no crânio causada por um traumatismo na nuca.

Paralelo a isso, a investigação da polícia feita no apartamento do casal constatou a existência de sangue pelos cômodos, em especial no quarto e no banheiro, e móveis fora do lugar, que apontavam uma dinâmica de morte violenta. Uma testemunha também relatou que a vítima era subjugada por Hahn e sofria abusos físicos e psicológicos. Mensagens encontradas no celular de Walter Biot corroboraram com a versão.

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No sábado (6), Hahn foi preso em flagrante, suspeito de ser autor do crime. Um dia depois, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Desde então, ele aguardava julgamento. Na sexta-feira (26), a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou a soltura de Hahn, sob o argumento de que promotores ultrapassaram o prazo para apresentação da denúncia. Com a soltura, ele ganhou o direito de aguardar pelo julgamento em liberdade. Porém, seu passaporte não foi apreendido, e no domingo (28) ele embarcou para a Alemanha, com destino a Frankfurt.

Na última segunda-feira (29), promotores do MP-RJ apresentaram a denúncia contra Hahn, que foi aceita pela 4ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Já fora do Brasil, Hahn teve o nome incluído na lista de foragidos e a Polícia Federal solicitou sua inclusão na lista de procurados pela Interpol.

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Nesta terça-feira (30), segundo informou a DW Brasil, o Ministério Público alemão informou que abriu uma investigação sobre o caso.

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