Conselho de Medicina vai investigar médico bolsonarista que constrangeu pais durante parto

Allan Rendeiro postou vídeo mostrando bebê recém-nascido e rostos de pai e mãe enquanto pedia votos para Bolsonaro

(Foto: Reprodução | Pixabay)


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Brasil de Fato - O Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) vai investigar a conduta do médico bolsonarista Allan Rendeiro, que postou nas redes sociais vídeo gravado em uma sala de parto. Na gravação ele mostra os rostos do bebê, da mãe e do pai, e repete frases como "já nasci 22 e vou votar Bolsonaro", como se estivesse falando em nome do recém-nascido. Além disso, ele pressionou mãe e pai a declararem voto em Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.

Em nota, o CRM-PA afirmou que "efetivará todas as medidas legais previstas na Lei nº 3.268/57 e Resoluções do Conselho Federal de Medicina, a fim de apurar o fato". A lei em questão trata sobre as competências dos conselhos de medicina no país.

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As imagens gravadas foram divulgadas pelo próprio médico em suas redes sociais. Diante da repercussão negativa do caso, ele apagou o post e restringiu acesso às publicações de sua conta na noite do último sábado (22). O vídeo, porém, já tinha viralizado e foi compartilhado em diversas contas e também em grupos de Whatsapp. O Brasil de Fato publica abaixo uma versão editada, em que os rostos das pessoas constrangidas não são mostrados.

Em entrevista ao site paraense Diário OnLine, Rendeiro minimizou o episódio, e disse que verificou "o aplicativo onde publico vídeos sobre o nascimento de crianças que tenho a felicidade de fazer o parto e pergunto aos pais se existe alguma objeção sobre publicar os vídeos. Existem centenas de vídeos publicados e não se coadunam com os dizeres a mim atribuídos". 

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Sindicato protesta

Esta não é a primeira vez que o médico bolsonarista se envolve em situações que não condizem com a ética médica. Ele é servidor do Departamento Médico-Odontológico do Ministério Público do Estado do Pará (MP-PA). Em 2021, o Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado do Pará (Sisemppa) denunciou à administração do órgão condutas negacionistas de Rendeiro.

Após o episódio do parto, o Sisemppa publicou nota de repúdio contra o médico. "A filmagem e exposição de pessoas nas redes sociais pelo médico Allan Rendeiro, constrangendo-as a votar no candidato de predileção dele, revela postura antiética inaceitável, incompatível com as boas práticas da medicina e acentuada por elementos de machismo e misoginia, que atenta contra a dignidade humana da família dos pacientes e, especialmente, da mulher parturiente".

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