Conselho de Igrejas publica nota contra a realização de missas e cultos presenciais
“Evitar deslocamentos, usar máscaras, não realizar aglomerações são atitudes de amor à vida e às pessoas. De nada adianta ir à igreja se desprezamos a vida e o cuidado com as pessoas”, diz a nota do Conic
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247 - O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) divulgou comunicado nesta segunda-feira, 5, contra a realização de missas e cultos com a presença de fiéis. A manifestação vai de encontro à liminar de Kassio Nunes Marques que, em uma ação da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos), liberou a celebração presencial em todo o país no auge da pandemia de Covid.
“Evitar deslocamentos, usar máscaras, não realizar aglomerações são atitudes de amor à vida e às pessoas. De nada adianta ir à igreja se desprezamos a vida e o cuidado com as pessoas”, diz a nota do Conic.
“Nosso testemunho de amor precisa se expressar em atitudes. Ficar em casa, usar máscaras, praticar a solidariedade são ações coerentes com o Evangelho e salvam vidas”, acrescentou a entidade.
Nunes Marques defende liberação de cultos presenciais
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira (5) a sua decisão monocrática que liberou cultos presenciais em todo o país, no pior momento da pandemia do novo coronavírus, que já matou 332 mil pessoas e contaminou 13 milhões de brasileiros.
Em declaração à CNN Brasil, Nunes Marques classificou como “hipocrisia” fechar igrejas enquanto outras atividades continuam abertas país afora.
“Momento é mais de bom senso e não de hipocrisia. Tem muita hipocrisia. Distrito Federal, dentre outros estados e municípios, tem academias e restaurantes abertos porque se avaliou que seriam essenciais nesta pandemia. E tem muitas atividades funcionando”, disse.
Ele disse ter a “sensibilidade que é um momento crítico para o Brasil”, mas que há “falta de compreensão” sobre as atividades dos templos religiosos no país. “A participação das igrejas é muito importante para amparo espiritual e isso não dá para incluir na cabeça de quem não conhece a sua essencialidade. Tem essa atividade fundamental que é orar e tem uma atividade de acolhimento, assistencial”, afirmou.
Mais cedo, o ministro Gilmar Mendes, do STF, vetou a presença de público em cultos religiosos em São Paulo, e remeteu o caso para o plenário da Corte. Dentro do Supremo a tendência é vetar as celebrações presenciais. O presidente do STF, Luiz Fux, já sinalizou em várias manifestações que a situação do país é preocupante. O ministro Marco Aurélio Mello também criticou a decisão de Nunes Marques. "Pobre Supremo, pobre Judiciário", disse.
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