Conselheiros do MPF pedem demissão de secretário-geral da PGR que disse que Deus colocou Bolsonaro no poder
Eitel Santiago afirmou em entrevista que os adversários de Bolsonaro precisam aceitar “que Deus foi responsável” por alçá-lo ao poder, que a pandemia do novo coronavírus é “vontade divina”
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247 - Integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) pediram que o procurador-geral da República, Augusto Aras, demita o secretário-geral do MPF, Eitel Santiago.
No documento assinado por subprocuradores-gerais e conselheiros como Nicolao Dino, Nívio de Freitas Filho, José Callou e Luiza Frischeisen, eles citam a entrevista concedida por Santiago à CNN na véspera.
Eitel, que foi filiado ao PSL, partido que elegeu Bolsonaro, afirmou na entrevista que os adversários de Bolsonaro precisam aceitar “que Deus foi responsável” por alçá-lo ao poder, que a pandemia do novo coronavírus é “vontade divina” e que o “Altíssimo vai, no momento certo, acabar com esse sofrimento”.
O número 2 da PGR também afirmou que o ex-juiz Sergio Moro aceitou “ilegalidades” que teriam sido cometidas “em investigações” e que abriu mão da magistratura para entrar na política e chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), dando a entender que, quando ministro, teria sido desleal a Bolsonaro depois de ver que seu nome não passaria no Senado Federal.
“Faz-se absolutamente imperativo assinalar a discordância e o profundo desconforto que tais colocações do Secretário-Geral Eitel Santiago de Brito Pereira —verbalizadas ao arrepio de suas funções administrativas— estão causando no seio da instituição, implicando, em muitos aspectos, indevida ingerência na esfera de atuação de outros órgãos que compõem o Ministério Público Federal”, afirma os procuradores no documento.
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