Confiança nas urnas eletrônicas cresceu 12 pontos entre 2021 e 2022, apesar dos ataques de Bolsonaro e apoiadores

Dados da Pesquisa Cara da Democracia apontam, ainda, que as taxas de "nenhuma confiança" entraram em queda, partindo de 54% em 2018 e chegando a 29% em setembro de 2022

(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli | Fábio Pozzebom/Agência Brasil)


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247 - A confiança do eleitorado brasiileior nas urnas eletrônicas cresceu 12 pontos percentuais entre os anos de 2021 e 2022, apesar dos ataques de Jair Bolsonaro (PL) e seus seguidores ao sistema de votação eletrônica, destaca Valéria Cabrera, doutora em Ciência Política pela UFPel e pós-doutoranda no Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop) da Unicamp, em um artigo publicado no site Sonar

No texto, que tem como base dados da pesquisa “A Cara da Democracia” (INCT-IDDC), Valéria observa  que “em 2018, aqueles que afirmaram ter muita confiança na honestidade da contagem de votos no Brasil eram 11%; em 2021, esse percentual já era de 23%, o que indica que a tendência de alta não é exclusividade do contexto recente. No entanto, esse resultado intensificou-se entre 2021 e 2022, apresentando elevação superior dos percentuais em menor tempo. Nesse contexto, o patamar de muita confiança chegou a 31% em junho de 2022 e alcançou 35% em setembro do mesmo ano, isto é, conservou-se em crescimento às vésperas da eleição”. .

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Ainda segundo ela, “ao mesmo tempo, as taxas de nenhuma confiança entraram em queda, partindo de 54% em 2018 e chegando a 29% em setembro de 2022. No que tange às categorias intermediárias, enquanto o percentual de pouca confiança diminuiu a partir de 2021, confiar mais ou menos cresceu, mantendo-se os patamares de ambas as respostas estáveis em 2022”. 

“No entanto, os resultados mostram que, enquanto os patamares de nenhuma confiança mantiveram-se estáveis entre os petistas entre junho e setembro, entre os bolsonaristas, eles decresceram no mesmo período, passando de 47%, em junho, para 37%, em setembro. A menos de um mês da eleição, o percentual de muita confiança sustentou-se em crescimento em setembro, inclusive entre os bolsonaristas. As categorias intermediárias de resposta mantiveram-se estáveis”, observa.

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“Portanto, em que pese o patamar de pessoas afirmando não ter nenhuma confiança na honestidade da contagem de votos ser alto no Brasil, o resultado temporal sugere que o cenário que antecede a eleição de 2022 é mais favorável no que diz respeito à validação dos procedimentos democráticos eleitorais pelo público, se comparado a contextos anteriores”, finaliza.

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