Condenado a 392 anos de prisão, Sérgio Cabral desabafa: “A Lava Jato achou em mim um Cristo”

O ex-governador do Rio de Janeiro está preso desde novembro de 2016 sob acusação de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros crimes

Sérgio Cabral
Sérgio Cabral (Foto: Reuters)


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247 - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, que confessa ter liderado uma organização criminosa e praticou crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, se diz indignado em relação ao tratamento da Operação Lava Jato no estado.

"Eu estou preso podendo responder em casa, sem ameaçar a sociedade. Há sete anos que eu saí do governo. E não me largam", afirmou Cabral em entrevista à Folha de S.Paulo. 

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Cabral está preso preventivamente há quatro anos e oito meses. Atualmente, ele é o único político ainda preso em regime fechado pela Operação Lava Jato.

Cabral responde a 32 processos e está condenado em penas acumuladas a 392 anos de prisão. Ele diz que a Operação Lava Jato do Rio de Janeiro achou nele "um Cristo". 

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Questionado pela reportagem da Folha de S.Paulo se imaginava que ficaria por tanto tempo, Cabral afirmou que "até hoje advogados, professores de direito, minha defesa, todos comentam a singularidade, para ser cuidadoso nas palavras, da minha prisão". 

Ele argumenta que foram duas prisões preventivas ao mesmo tempo. "Os juízes Sergio Moro e Marcelo Bretas combinaram a minha prisão, algo absolutamente ilegal. Foi uma violência muito grande do Estado", denuncia, enfatizando que não esperava ficar tanto tempo preso "porque a prisão preventiva é para quando você ameaça o processo, testemunhas, quando causa algum problema para a sociedade".

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E se queixa que é o único preso da Lava Jato em cadeia. "Mais de 250 prisões foram feitas no Paraná, Rio de Janeiro e Curitiba. Todos estão respondendo em liberdade ou com cautelares diversas da prisão", afirma.

Cabral considera que também poderia responder aos processos em casa, sem ameaçar a sociedade. "Há sete anos que eu saí do governo. E não me largam", desabafa. 

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Cabral volta suas críticas principalmente para a mídia do Rio de Janeiro e a Operação Lava Jato no estado. "A mídia local massacra. Essa Lava Jato do Rio achou em mim um Cristo. O juiz achou em mim uma possibilidade de promoção pessoal. Um desconhecido se tornou a pessoa que prendeu Sérgio Cabral".

Leia a íntegra da entrevista

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