Comandantes de PMs dizem à transição que defendem a democracia e que são contrários à politização dos quartéis
"Era tudo que nós queríamos ouvir. É tudo o que queremos", disse o senador eleito Flávio Dino, que integra a equipe de transição e tem o nome cotado para o Ministério da Justiça
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247 - Comandantes-gerais das Polícias Militares (PMs) estaduais e do Distrito Federal disseram à equipe de transição de governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estão comprometidos com a defesa da democracia e que não querem as corporações atuando de forma ideológica. Eles também se mostraram contrários à politização dos quartéis.
“Vários comandantes proferiram a seguinte frase: ‘nós estamos comprometidos com o estado democrático de direito, nós estamos comprometidos com a lei e nós não estamos comprometidos com ideologia e não queremos uma polícia ideologizada’. Era tudo que nós queríamos ouvir. É tudo o que queremos”, disse o senador eleito Flávio Dino (PSB-MA), que integra o grupo de trabalho de Justiça e Segurança Pública da equipe de transição e tem o nome cotado para assumir o Ministério da Justiça, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
Ainda conforme ele, o objetivo do grupo de trabalho "tem sido, em primeiro lugar, estabelecer canais de diálogo com as forças de segurança pública e queremos reconhecer, nas últimas semanas, uma significativa melhoria do clima de diálogo entre o novo governo que tomará posse e as instituições policiais”.
A avaliação do grupo de trabalho é que após o período eleitoral as PMs atuaram de forma decisiva para desfazer os bloqueios ilegais nas rodovias de todo o país, organizados por manifestantes bolsonaristas que não aceitam o resultado da eleição. A atuação das PMs teria dissipiado o temor de que as forças de segurança aderissem a movimentos antidemocráticos ou promovessem motins.
Ele destacou, ainda, que o gabinete de transição trabalhou para normalizar a relação entre o governo federal e as polícias estaduais e desfazer informações falsas disseminadas por bolsonaristas de que Lula pretendia acabar com as PMs. "Fizemos a separação do que é trigo e do que é joio”, disse.
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