Com um terço do País na pobreza, Bolsonaro diz que Haddad 'estaria empobrecendo o Brasil'

"Olha o que está acontecendo na Argentina. O lockdown lá tá correndo solto, né? Se fosse o Haddad aqui, estaria de lockdown até hoje. Pode ter certeza que estaria empobrecendo o país", disse ele, que voltou a atacar o governo argentino de Alberto Fernández

(Foto: Reuters | ABr)


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247 - Com o país mergulhado no desemprego e na recessão, Jair Bolsonaro diz que se o candidato petista à presidência da República, Fernando Haddad, tivesse vencido as eleições “estaria empobrecendo o país”.

A declaração foi feita durante uma live transmitida do hotel em que está hospedado, na tarde deste sábado (10), no Guarujá.  “Se eu estivesse fora, não iria fugir desses três [Haddad, Ciro e Alckmin], e o Brasil estaria melhor?”, questionou.

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"Olha o que está acontecendo na Argentina. O lockdown lá tá correndo solto, né? Se fosse o Haddad aqui, estaria de lockdown até hoje. Pode ter certeza que estaria empobrecendo o país", disse ele, que voltou a atacar o governo argentino de Alberto Fernández.

Para Bolsonaro, "um povo pobre é um povo que não tem identidade" e esse "era o caminho para se impor o socialismo no Brasil”.

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A declaração acontece no momento em que a oposição trava uma batalha para manter o auxílio-emergencial, que termina em dezembro. O fim do benefício em meio à pandemia vai aumentar o contingente de pobres no Brasil. 

De acordo com o pesquisador Marcelo Neri, ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Dilma e da FGV, o fim do auxílio emergencial levará nada menos do que 1/3 do país à pobreza. Em cenário otimista, o equivalente à metade da Venezuela passará a viver com menos de R$ 522,50 por mês.

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São 66 milhões de brasileiros que cairão na pobreza a partir de janeiro de 2021. “Isso representa meia Venezuela. Essas pessoas vão para pobreza e ainda com as cicatrizes do mercado de trabalho e os efeitos mais permanentes da pandemia”, avalia.

“Saberemos como esses indicadores vão se comportar em setembro, mês que o valor do auxílio foi cortado pela metade”.

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A oposição decidiu entrar em obstrução na Câmara dos Deputados pressionando pela votação da Medida Provisória 1000, que o reduziu auxílio emergencial pela metade de R$ 600 para R$ 300. A oposição luta sem trégua para que seguro-quarentena seja mantido.

Na live para as redes sociais, Bolsonaro continuou a criticar a gestão argentina. “O que aconteceu? Voltou a ‘esquerdalha’ da Cristina Kirchner. Tome conhecimento o que está acontecendo na Argentina. E detalhe: vi na imprensa hoje que o presidente vai legalizar o aborto na Argentina. Tá aí, povo argentino, lamento, é o que vocês merecem”, prosseguiu

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