Com recorde de desmatamento, Bolsonaro diz que Amazônia 'não pega fogo'
Bolsonaro diz que é vítima de uma "campanha maldosa" com interesses econômicos, mas admitiu a falha do seu governo ao afirmar que "não tem como você fiscalizar" toda a floresta
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - Jair Bolsonaro minimizou em sua live semana nesta quinta-feira (23) o aumento do desmatamento e das queimadas na região e voltou a proferir a fake news de que "a floresta não pega fogo".
Segundo ele, o Brasil é vítima de uma "campanha maldosa" com interesses econômicos, mas admitiu a falha de seu governo ao afirmar que "não tem como você fiscalizar" toda a floresta.
"A floresta não pega fogo. É uma campanha maldosa o tempo todo contra o Brasil, porque isso tem a ver com economia. O Brasil é um gigante do agronegócio. O agronegócio não parou com a pandemia", disse Bolsonaro.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, mostram que o desmatamento da floresta cresceu 25% de janeiro a junho em relação ao mesmo intervalo no ano passado, enquanto os focos de incêndio tiveram um aumento de 19,5% no mesmo período.
Bolsonaro acusou a cultura de habitantes da região pelos incêndios. "Pessoal, tem certas regiões aqui que o foco de incêndio existe, e vai existir todo o ano, que é o cabloco, é o índio que toca fogo. Se ele não tocar fogo, é a cultura dele, ele não vai ter o que comer no ao seguinte. Mais ainda, o tamanho da Amazônia é maior do que a europa toda. Não tem como você fiscalizar", disse.
Ele ainda acusou a imprensa de publicar "mentiras" que são repercutidas no exterior.
"O que acontece, muitas vezes? Um jornal, aqueles conhecidos, que fazem de tudo para derrubar o governo, falar mentiras, publica uma mentira. A imprensa de fora pega a mentira, publica lá na Europa", declarou.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247