Com governo federal sem iniciativa, novos prefeitos entram na corrida pela vacina contra Covid-19

É responsabilidade do governo federal e dos governos estaduais fornecerem aos municípios doses de vacinas para a imunização da população. Diante da estagnação do governo Bolsonaro, porém, diversas prefeituras estão correndo por conta própria

Mulher segura frasco rotulado como de vacina para Covid-19
Mulher segura frasco rotulado como de vacina para Covid-19 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)


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247 - Nesta sexta-feira (1), primeiro dia de 2021, 5,5 mil municípios brasileiros empossam os novos prefeitos da cidade, eleitos no final de 2020, segundo o Estado de S. Paulo. O mandato que se inicia, além das já tradicionais tarefas que caem no colo dos prefeitos, exige uma nova demanda: organizar a vacinação contra o coronavírus.

É responsabilidade das prefeituras gerir a aplicação das doses, administrar o atendimento ao público e parte da logística do transporte e armazenamento. Já o fornecimento das doses da vacina no prazo e em quantidade suficiente é dever do governo federal e dos governos estaduais.

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Porém, com o governo Jair Bolsonaro e sua típica falta de iniciativa e responsabilidade, diversas prefeituras estão correndo por conta própria atrás de imunizantes para sua população. Capitais como Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro já firmaram acordo com o Instituto Butantan para a aquisição de doses da CoronaVac.

Recife e Salvador também negociam com o governador de São Paulo, João Doria, para ter acesso à substância.

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Não são só grandes cidades que tentam buscar independência em relação ao governo federal no que se refere a vacina. Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, por exemplo, vê seu novo prefeito, Eduardo Boigues, começar a se organizar com o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê.

A procura por vacinas pelos municípios, no entanto, acende um alerta: o risco de que regiões mais pobres fiquem sem o imunizante. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, diz que a desigualdade entre os estados e cidades brasileiras preocupa. “Não dá para cada Estado, cada município da federação, adquirir e imunizar de forma isolada".

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