Com eleição de bolsonaristas radicais, STF pode fazer guinada à direita e ao conservadorismo

Ministros do Supremo temem que a eleição de críticos da Corte escale a crise com Bolsonaro. Diagnóstico é de que o STF pode mudar de postura

Manifestantes pró Bolsonaro e fachada do STF
Manifestantes pró Bolsonaro e fachada do STF (Foto: Marcos Corrêa/PR | Fellipe Sampaio /SCO/STF)


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247 - Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) viram com preocupação a eleição para o Congresso Nacional de diversos críticos da Corte, segundo a Folha de S. Paulo. Há o temor de que nos próximos anos, com a possível reeleição de Jair Bolsonaro (PL), a Corte seja levada a uma escalada da crise institucional.

"A avaliação feita em conversas reservadas é que a vitória expressiva de nomes que se notabilizaram por ataques ao tribunal representa um recado que deve ser levado em consideração", diz a reportagem.

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O diagnóstico é de que o Supremo pode mudar de postura, fazendo uma guinada à direita e ao conservadorismo e deixando de ser uma barreira para abusos de Bolsonaro.

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Há avaliação, por outro lado, de que Bolsonaro, se reeleito, não terá força no Senado nem para depor ministros do STF e nem para aumentar o número de integrantes do tribunal. "No entanto, Bolsonaro viu aumentar seu poder de pressão e conseguiu alterar a correlação de forças entre os Poderes. Nos bastidores, a análise de parte da corte é que um cenário em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja eleito será mais confortável para o tribunal, mas não o suficiente para desarmar totalmente a ofensiva bolsonarista contra a cúpula do Judiciário".

Há inclusive uma pressão para que o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, já mude de postura. Ele é o principal desafeto de Bolsonaro no Judiciário. Já entre integrantes do Supremo, a visão é de que "o magistrado tem que aguardar o desfecho da eleição. Durante o pleito, deve agir contra Bolsonaro apenas em casos mais graves, ainda de acordo com membros do tribunal".

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