Com discurso desastroso de Bolsonaro, centrão considera Ministério da Saúde vidraça
Os partidos do chamado "Centrão" avaliam que articular para assumir o cargo neste momento traz mais prejuízo do que benefício
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247 - Diante do desastroso enfrentamento do governo a pandemia do novo coronavírus, com a queda de dois ministros da Saúde, o chamado Centrão, formado por partidos que estão em processo de aproximação com Jair Bolsonaro, dão sinais de que preferem ficar distantes do comando da pasta.
Reportagem do site Congresso em Foco, especializado na cobertura do Congresso Nacional, apurou que os partidos avaliam que articular para assumir o cargo neste momento traz mais prejuízo do que benefício.
A mesma avaliação foi feita por generais que integram o governo sobre a possibilidade de um militar assumir a pasta.
O discurso contra o isolamento social e a defesa do uso da cloroquina, sem ter respaldo científico, aumentaram o desconforto daquele que pode vir a ser o sucessor no ministério. Sem contar com on aumento do número de mortes pelo coronavírus.
Um integrante do PP próximo do presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), avalia que essa área do governo é “uma bomba chiando”.
Ainda de acordo com reportagem do Congresso em Foco, parte dos deputados do grupo defende que seja escolhido o atual secretário-executivo, general Eduardo Pazuello, pois é um nome mais equilibrado que o deputado Osmar Terra (MDB-RS), que almeja o posto e tem contrariado teses científicas consolidadas de combate à crise.
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