Com demissão quase certa de Ernesto Araújo, diplomatas querem pragmatismo de volta na política externa
Diplomatas de carreira esperam que Itamaraty volte a praticar política externa pragmática, sem a ideologização de extrema direita
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247 - Grande parte do corpo diplomático do Itamaraty considera que Ernesto Araújo não tem mais condições de permanecer no posto de chanceler. A discussão que se encontra agora na ordem do dia entre esses profissionais é o alcance das mudanças na política externa brasileira depois da demissão do ministro.
Ernesto Araújo está isolado do mundo político, de boa parte do corpo diplomático, de setores das Forças Armadas e do empresariado, principalmente do agronegócio. Seu apoio se restringe ao grupo de extrema direita em torno de Jair Bolsonaro, principalmente seu filho Carlos.
A política de extrema direita implantada no Itamaraty por Ernesto Araújo desagradou a maioria dos diplomatas, informa a Folha de S.Paulo. O atual chanceler é visto como alguém que queimou o capital diplomático acumulado pelo Itamaraty ao longo de décadas.
Diplomatas especulam que a política externa brasileira poderá voltar a ser pragmática, a partir da demissão de Ernesto Araújo.
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