Com crescimento de casos de Covid, Justiça manda suspender atividades não-essenciais no Amazonas por 15 dias

No recrudescimento das curvas de casos e mortes no Brasil nas últimas semanas, o estado do Amazonas tem sido um dos locais com forte retomada da pandemia com infecções e óbitos decorrentes da Covid-19

(Foto: Bruno Kelli/Reuters)


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247 - A Justiça do Amazonas determinou a suspensão total das atividades consideradas não-essenciais pelo prazo de 15 dias, após o registro de crescimento dos casos de Covid-19 no estado. As atividades consideradas essenciais poderão funcionar desde que cumpram medidas contra aglomeração de pessoas, como determinam as autoridades de saúde.

Leia mais sobre a pandemia no Amazonas na reportagem da Agência Brasil:

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Amazonas: casos de covid crescem e órgãos pedem fechamento de comércio

Por Jonas Valente - Repórter Agência Brasil - Brasília

No recrudescimento das curvas de casos e mortes no Brasil nas últimas semanas, o estado do Amazonas tem sido um dos locais com forte retomada da pandemia com infecções e óbitos decorrentes da covid-19.

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No dia 1º de dezembro de 2020, a autoridade estadual de Saúde registrava 4.896 mortes acumuladas, quatro nas últimas 24 horas e 411 pessoas internadas.

No dia 1º de janeiro de 2021, as vidas perdidas para a pandemia subiram para 5.295. Entre o último dia de 2020 e o primeiro deste ano, o número de novas mortes foi de 12, o triplo do registrado há um mês. No dia 31 de dezembro, a quantidade de internados ficou em 814. O total corresponde a quase o dobro do quadro do inicio do mês.

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O número de novas hospitalizações diárias saiu de um patamar de cerca de 30 no início de dezembro para 120 na virada do ano. No dia 1º de janeiro, a taxa de ocupação dos leitos adultos estava em 81,4% e da rede privada, em 93,6%.

O governador Wilson Miranda Lima chegou a endurecer as regras de abertura de comércio no fim do ano. Mas voltou atrás após protestos de comerciantes, empresários e trabalhadores no centro da capital Manaus no dia 26 de dezembro.

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No dia 30 de dezembro, representantes do Ministério Público do Estado, do Ministério Público do Trabalho, da Defensoria Pública da União e da Defensoria Pública do Estado se reuniram com o governador e entregaram um documento solicitando o fechamento de atividades econômicas.

Na recomendação conjunta, as entidades defendem o fechamento imediato do comércio e das atividades econômicas não essenciais até que o índice de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) esteja pelo menos em 85%.

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O documento também elenca como medidas a instalação de novos leitos de UTI covid-19 em quantidade suficiente para garantir condições de atender os pacientes, inclusive os que estão na lista de espera.

Os órgãos de controle do estado também reivindicam que o governo do estado atue para prover recursos humanos e insumos médicos adequados para o enfrentamento à covid-19. A recomendação coloca a solicitação de apoio da Força Nacional de Segurança Pública. 

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“Não há outro caminho e a ciência não nos aponta outro caminho a não ser evitar aglomerações. Então estamos estudar nas próximas horas que medidas vamos tomar para poder conter o aumento que nós estamos tendo de covid-19 no estado”, disse Wilson Lima diante das demandas.

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