Com Bolsonaro prestes a se tornar inelegível, maioria dos eleitores da direita está aberta a outros nomes, diz pesquisa

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é apontado como o candidato que mais se aproxima do campo ideológico do ex-mandatário

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Marco Bello/File Photo)


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247 - Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e Ideia Instituto de Pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (12) pelo jornal Valor Econômico, aponta que a maioria dos eleitores da direita no Brasil estão dispostos a votar em outro candidato deste campo político mesmo sem o apoio de Jair Bolsonaro (PL), que poderá se tornar inelegível em função dos processos que tramitam contra ele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Segundo o estudo, intitulado “Para onde vai a direita”, 54% dos eleitores de direita - considerados os 58 milhões de votos que Bolsonaro obteve na eleição presidencial do ano passado - estão abertos a outras lideranças, mesmo que não estejam alinhadas ao ex-mandatário. 

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Por outro lado, 28% dos eleitores bolsonaristas admitiram que podem votar em outro candidato do mesmo campo político, desde que apoiado por ele. Outros 18%, os chamados bolsonaristas radicais, contudo, não enxergam ninguém além do próprio Bolsonaro com capacidade para assumir a liderança da direita no Brasil. 

“O que vimos foi uma direita capturada pelo bolsonarismo, que tem visões pouco liberais da economia, como apoiar o governo na queda forçada dos juros”, ressaltou o presidente e fundador do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, um dos responsáveis pela pesquisa, à reportagem.

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Ainda segundo ele, a pesquisa apontou que parte da direita brasileira “que defende uma economia liberal é progressista nos costumes, contrária ao radicalismo bolsonarista, e está órfã de lideranças”. “Diante disso, o nome que mais se aproxima hoje dos valores deste segmento é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)”, completou.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, marcou para o próximo dia 22 o julgamento que pode deixar Jair Bolsonaro inelegível. A ação trata da reunião do ex-mandatário com embaixadores de mais de 40 países, no Palácio do Planalto em julho de 2022, em que ele atacou as urnas eletrônicas e a higidez do sistema eleitoral. 

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