Com atraso, Ministério da Saúde começa a debater com Instituto Butantan sobre compra da vacina chinesa

Com muito atraso, finalmente o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello recebe nesta quinta-feira o Instituto Butantan para debater a compra da vacina chinesa, até agora a mais promissora entre todas as candidatas no mundo. Jair Bolsonaro já demonstrou preferência pela vacina inglesa da Oxford/Astrazeneca

Profissional de saúde segura caixa de potencial vacina contra Covid-19 da chinesa Sinovac durante testes em Porto Alegre
Profissional de saúde segura caixa de potencial vacina contra Covid-19 da chinesa Sinovac durante testes em Porto Alegre (Foto: REUTERS/Diego Vara)


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247 - O general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, finalmente vai receber o Instituto Butantan para discutir sobre a compra pelo governo federal da vacina chinesa, a mais promissora até agora entre todas as candidatas em ensaios no mundo. A demora do Ministério da Saúde para responder à proposta gera dúvida sobre distribuição nacional do imunizante. 

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, deve se reunir nesta quinta (8) com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para falar sobre a Coronavac, a vacina contra a Covid-19, com a expectativa de avançar nas negociações para que o governo federal compre o imunizante, caso ele tenha eficácia comprovada, informa a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo.

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O ministério ainda não deu uma resposta definitiva sobre essa possibilidade. A compra da Coronavac possibilitaria a sua distribuição por todo o Brasil no programa de imunização do SUS, como já ocorre com outros imunizantes.

Caso a compra não seja concretizada, a distribuição fica inviabilizada. E o Butantan terá que fazer negociações diretas com outros estados e até mesmo países.

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Uma das alternativas já em discussão é a formação de um pool de governadores que organize o acesso dos grupos vulneráveis de seus estados à vacina, nos moldes da Covax, iniciativa da OMS (Organização Mundial de Saúde) que congrega 165 países para garantir acesso igualitário às vacinas que eventualmente funcionarem.

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