Com atraso de um ano, somente agora Brasil recorre à OMS, mas não garante vacinas
Mais de um ano depois da eclosão da pandemia e vivendo o pior momento da crise sanitária, que se tornou uma tragédia para a população brasileira, o governo de Jair Bolsonaro finalmente busca com atraso a ajuda da Organização Mundial da Saúde (OMS)
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247 - Depois de ter passado meses durante o ano de 2020 imitando o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o governo de Jair Bolsonaro busca tardiamente o apoio da Organização Mundial de Saúde. Somente agora quando a covid no Brasil assuniu prporções de uma tragedia social e Bolsonaro se vê isolado e tendo que responder às denúncias de genocídio, ele corre atrás da agência de saúde da ONU.
O jornalista Jamil Chade publicou neste domingo reportagem no UOL revelando que o governo brasileiro apresentou uma lista de pedidos à OMS que, por chegar de forma tardia, dificilmente conseguirão ser atendidos pela agência de Saúde, principalmente no que se refere a uma antecipação de vacinas.
Neste sábado, o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, manteve uma das primeiras reuniões entre a cúpula do governo Bolsonaro e a direção da OMS. O encontro marca uma nova postura do governo que, por meses, fez questão de lutar contra qualquer ação internacional que pudesse significar um fortalecimento da posição internacional dos organismos multilaterais.
"Sob o comando de Ernesto Araújo, a ordem no Itamaraty era a de evitar qualquer iniciativa global, dentro do contexto da luta do Itamaraty contra o que a ala mais radical do bolsonarismo chamava de 'globalismo'", informa Jamil Chade.
"Durante os meses da gestão de Eduardo Pazuello, no ministério da Saúde, o princípio defendido pelo Itamaraty foi seguido e o governo brasileiro se ausentou dos principais debates na OMS", acrescenta.
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