Coaf: empresas de Maximiano, da Precisa, movimentaram R$43,7 milhões em transações atípicas
O Coaf identificou uma série de ocorrências suspeitas na movimentação financeira da Precisa Medicamentos, que intermediou a compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde
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247 - Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) entregue à CPI da Covid e obtido pela CNN Brasil aponta que a Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde, movimentou, entre 17 de fevereiro e 14 de junho de 2021, R$43,7 milhões em transações consideradas atípicas.
A maior parte dos recursos, segundo o órgão, foi movimentada entre empresas pertencentes a Francisco Maximiano, que foi apontado como responsável pela negociação no caso da compra da Covaxin.
"Identificamos que os créditos mais expressivos ocorreram por meio da mesma titularidade, dificultando assim a identificação, os ordenantes, a origem de fato, valores esses repassados para a BSF GESTÃO EM SAÚDE LTD [empresa de Maximiano], empresa do grupo, somado ao volume transacionado estar superior ao faturamento anual cadastrado", diz trecho do relatório, que aponta: incompatibilidade da atividade econômica ou faturamento informado com o padrão apresentado por clientes com mesmo perfil; movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, atividade econômica ou ocupação profissional; recebimento de recursos com imediata compra de instrumentos para a realização de pagamentos a terceiros.
Tanto as empresas citadas quanto a defesa de Maximiano afirmam: "tratam-se de transações financeiras regulares, lícitas, entre empresas coligadas. Considerar isso ilegal é querer distorcer os fatos, eis que o conceito de transação atípica do Coaf não é necessariamente de operação financeira irregular".
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