Clima ‘insustentável’ e de debandada, relatam técnicos do Ministério da Saúde

Para técnicos da pasta, a saída de Nelson Teich, promoverá uma "ruptura" com o que tem sido feito até agora, o que aumenta a preocupação frente à pandemia

O médico Nelson Teich, que deixa o cargo de ministro da Saúde hoje (15), fez um pronunciamento de despedida, no qual fez um balanço da sua curta atuação à frente da pasta
O médico Nelson Teich, que deixa o cargo de ministro da Saúde hoje (15), fez um pronunciamento de despedida, no qual fez um balanço da sua curta atuação à frente da pasta (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


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247 - A queda do segundo ministro da Saúde em menos de um mês, em meio à uma pandemia, provocou um clima de debandada entre os técnicos do Ministério da Saúde. De acordo com fontes da pasta, o clima de trabalho está “insustentável”.

Além da pressão de bolsonaristas da pasta que defendem o fim do distanciamento social, auxiliares de Teich afirmam que o general Eduardo Pazuello, secretário-executivo que assumiu o ministério, já teria cobrado novo protocolo para uso da cloroquina contra a covid-19, medicamento sem eficácia comprovada. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

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Para técnicos da pasta, a saída de Teich promoverá uma "ruptura" com o que tem sido feito até agora, o que aumenta a preocupação frente à pandemia.

Teich entrou e sequer conseguiu montar sua equipe, deixando vários postos vagos. Os militares devem ocupar tais vagas em áreas estratégicas, responsáveis por compras, orçamento, gestão de pessoas e dados.

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Além disso, o chamado “Centrão” também deve ter lugar garantido na pasta. A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), responsável pelo custeio milionário de leitos em Estados e municípios, foi prometida ao PL, partido ligado ao ex-deputado Valdemar da Costa Neto.

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