Cientista político alerta na Foreign Affairs: democracia no Brasil está morrendo

"Reverter o declínio da segunda maior democracia do hemisfério ocidental será uma batalha longa e difícil", escreve o professor da de Relações Internacionais da FGV Oliver Stuenkel

Jair Bolsonaro acompanha desfile de tanques em Brasília
Jair Bolsonaro acompanha desfile de tanques em Brasília (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


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247 - O cientista político Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas em São Paulo, publicou artigo na revista Foreign Affairs em que alerta para a morte da democracia brasileira

Segundo Stuenkel, não importa o que aconteça durante as eleições no Brasil em outubro de 2022, a democracia do país enfrenta um grande teste. "O retrocesso democrático em outros países como Hungria, Turquia e Venezuela sugere que os homens fortes costumam ser encorajados pela reeleição e se tornam cada vez mais autoritários. Se ele ganhar outro mandato, é improvável que Bolsonaro seja uma exceção. Se, no entanto, ele perder, se recusar a ceder e mobilizar seus apoiadores, a instituição democrática enfraquecida do Brasil pode não ser capaz de resistir ao ataque autoritário", avaliou. 

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Segundo pesquisador, para parar Bolsonaro, as figuras da oposição brasileira deveriam se unir e apresentar uma frente única. "Se o presidente não mudar de curso, as opções dos Estados Unidos e da Europa devem incluir o rebaixamento dos laços militares, a suspensão da ratificação do acordo comercial Mercosul-UE e o congelamento do processo de admissão do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Essa abordagem combinada - que aborda os fundamentos internacionais e domésticos do movimento antidemocrático de Bolsonaro - é a melhor maneira de garantir que a democracia do Brasil sobreviva após 2022 e congelar o processo de admissão do Brasil à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico", analisou. 

Leia o artigo na íntegra

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