‘Chapa Lula-Alckmin está acertada, resolvida’, diz aliado do ex-governador

“Geraldo nunca foi desleal com ninguém. O projeto dele é ajudar Lula a ganhar a eleição, administrar sem radicalismo”, afirma ex-deputado Pedro Tobias

Lu, Alckmin, Lula, Janja
Lu, Alckmin, Lula, Janja (Foto: Ricardo Stuckert)


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Rede Brasil Atual - A aliança entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, para disputar a Presidência da República, está selada, segundo o ex-deputado estadual e ex-presidente do PSDB de São Paulo Pedro Tobias. “A chapa Lula-Alckmin está acertada. Essa está resolvida.” Aliado muito próximo do ex-tucano, Tobias deixou o partido junto com Alckmin.

Para ele, a “briga” entre Márcio França e Fernando Haddad pela indicação ao governo paulista – em federação ou mesmo em aliança – não pode se prolongar. “Precisamos unir o país. Vão brigar, agora, Haddad e Márcio França? Não dá. Tem que resolver o problema de São Paulo. Geraldo está trabalhando sobre isso. Porque não podemos sair com dois candidatos, de um lado Haddad e de outro, França.”

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O partido ao qual Alckmin vai se filiar para ser o vice de Lula ainda não está definido. Se o ex-tucano já se decidiu, é um segredo a sete chaves. “Como ele nunca teve pressa, é capaz de ir até fim do prazo, em março”, diz Tobias. O dia 2 de abril é a data-limite para que os candidatos tenham definido o domicílio eleitoral e a filiação partidária pela qual irão disputar a eleição. 

“Rei da costura”

Alckmin – também muito próximo de França, que foi seu vice em São Paulo – está costurando uma aproximação do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) ao grupo que será formado a partir da chapa à presidência. O ex-governador está também conversando com segmentos religiosos e com o agronegócio, com os quais tem diálogo consolidado em sua longa passagem pelo Palácio dos Bandeirantes. “Geraldo é o rei da costura”, afirma Tobias.

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Aos grupos petistas descontentes com uma aliança entre Lula e Alckmin, o ex-presidente do diretório paulista do PSDB diz que não há com o que se preocupar. “Geraldo é leal. Nunca foi desleal com ninguém. O projeto dele é ajudar Lula a ganhar a eleição, administrar sem radicalismo. Precisamos unir o país. Chega! A sociedade não aguenta. Hoje tem paciente com câncer que encontra a porta fechada para ele no SUS”, continua Tobias, que é médico, como Alckmin.

Perguntado sobre sua opinião pessoal a respeito do acordo entre os dois antigos adversários, Tobias responde que é “excelente para o país, excelente para Lula, porque Lula não ganhou a eleição e não pode andar de salto alto”. No entanto, a aliança não é tão positiva para Alckmin, em sua opinião. “O eleitor dele, da direita, está xingando de todo lado. Mas para o país é bom. Precisa parar esse ‘nós contra eles’, ‘eles contra nós’. O país não aguenta mais. Radicalismo não ajuda.”

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Tobias diz ainda que não vai se candidatar a nenhum cargo este ano. “Hoje sou um médico pobrezinho. Cuido de SUS.”

Aloysio Nunes

Outro tucano histórico, Aloysio Nunes – ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso e das Relações Exteriores de Michel Temer – fez também sinalizações de armistício ao PT e a Lula. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, disse que a escolha de Alckmin como vice de Lula “é um movimento correto do ponto de vista político, tanto da parte do Geraldo Alckmin quanto do Lula”.

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Segundo ele, diante do “desastre que foi a eleição do Bolsonaro – um desastre até previsível – e do seu governo de destruição sistemática, vem a ideia de que é preciso retomar um diálogo que houve ao longo do tempo com forças de esquerda, como o PT”.

Na semana que vem, expressivo grupo de não petistas, organizado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), reunindo dezenas de personalidades da sociedade civil, lançará um manifesto pelo apoio imediato a Lula. O objetivo é vencer a extrema-direita e Bolsonaro no primeiro turno. A informação é da revista CartaCapital.

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Entre os signatários, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence; o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah; e o economista José Eli da Veiga. Também assinam o manifesto o cientista político Bernardo Ricupero e o ambientalista Márcio Santilli. O nome de Patah é significativo na lista, já que o sindicalista é ligado ao PSD e a Gilberto Kassab.

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